Mpox o que é essa doença? Primeiros casos no Brasil acende alerta no litoral paulista com casos em Santos e 44 registros em SP
Mpox avança no Litoral e em São Paulo: Santos confirma novos casos e estado entra em alerta
O ressurgimento da mpox no litoral paulista coloca as autoridades de saúde em estado de vigilância máxima neste início de ano. A confirmação de dois novos casos em Santos, registrados apenas em janeiro, acendeu um sinal amarelo que se estende por todo o estado de São Paulo. De acordo com o monitoramento epidemiológico atualizado, o território paulista já contabiliza 44 registros da doença em 2026, evidenciando que o vírus continua circulando de forma ativa e silenciosa.
Embora muitos pacientes apresentem uma recuperação clínica rápida e recebam alta hospitalar em curto espaço de tempo, a natureza da transmissão da mpox exige um rigoroso protocolo de isolamento e atenção redobrada. A doença não escolhe perfil específico, e sua propagação está diretamente ligada ao contato interpessoal próximo, o que torna locais de grande circulação e eventos sociais pontos de atenção para a saúde pública.
O principal desafio para conter o avanço do vírus reside na facilidade com que ele é transmitido. Diferente de outros patógenos que exigem condições específicas de ambiente, a mpox sobrevive e se desloca através do contato direto com a pele, feridas expostas e secreções corporais. Gestos cotidianos de afeto ou proximidade física, como um abraço, um beijo ou a exposição a gotículas respiratórias durante uma conversa próxima, são rotas eficazes para o contágio.
Dinâmica de Transmissão e Sintomas
Abaixo, detalhamos as principais formas de contágio e os sinais que devem levar o cidadão a procurar uma unidade de saúde imediatamente:
- Contato Direto: Toque em lesões cutâneas, crostas ou fluídos corporais de uma pessoa infectada.
- Via Respiratória: Inalação de gotículas expelidas por fala, espirros ou tosses em contatos prolongados.
- Fomites: Uso compartilhado de roupas, lençóis, toalhas ou objetos pessoais que tiveram contato com as feridas.
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum, incluindo febre, calafrios, dor de cabeça e exaustão. No entanto, o surgimento de linfonodos inchados (ínguas) e as características erupções cutâneas — que evoluem de manchas vermelhas para vesículas com pus — são os sinais distintivos que confirmam a necessidade de diagnóstico laboratorial.
Panorama Epidemiológico
A distribuição dos casos mostra uma concentração nos grandes centros urbanos, mas o avanço para a Baixada Santista preocupa pela característica turística da região. A densidade populacional e o fluxo de pessoas entre a capital e o litoral potencializam a rede de transmissão.
| Região | Casos Confirmados (2026) | Status de Alerta |
|---|---|---|
| Estado de São Paulo (Total) | 44 | Alto |
| Santos | 02 | Monitoramento Intensivo |
| Demais Cidades | 42 | Vigilância Ativa |
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo o método mais eficaz de controle. A orientação é clara: ao identificar qualquer lesão suspeita na pele, o indivíduo deve evitar o contato físico com outras pessoas e buscar assistência médica. O isolamento deve ser mantido até que todas as crostas das feridas tenham caído e uma nova camada de pele tenha se formado, garantindo que o ciclo de transmissão seja efetivamente interrompido.















