A taxa de desemprego no Brasil voltou a subir no início de 2026, mas ainda assim registrou o menor nível já observado para o mês de janeiro desde o início da série histórica da Pnad Contínua. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o índice ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro.
O resultado representa alta em relação ao trimestre anterior, finalizado em dezembro, quando a taxa havia atingido 5,1%, o menor patamar já registrado pela pesquisa.
Apesar da oscilação, o indicador permanece abaixo de níveis observados em anos anteriores para o mesmo período.
A elevação do índice acompanha um movimento tradicional observado no mercado de trabalho brasileiro nos primeiros meses do ano. O período costuma registrar aumento no número de pessoas em busca de emprego após o encerramento de contratos temporários.
Esse movimento ocorre especialmente em setores que ampliam contratações no fim do ano, como comércio e serviços.
O início do ano costuma registrar aumento na busca por emprego devido ao encerramento de contratos temporários.
Além do comércio, áreas como administração pública, saúde e educação também apresentam desligamentos no começo do ano, contribuindo para a elevação temporária da taxa de desemprego.
De acordo com o levantamento do IBGE, cerca de 5,85 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho no Brasil no trimestre encerrado em janeiro.
O número representa aumento em relação ao trimestre anterior, quando 5,5 milhões de pessoas procuravam emprego. Ainda assim, o contingente é menor do que o observado no mesmo período do ano passado.
Na comparação anual, o número de brasileiros procurando trabalho caiu cerca de 17,1%.
O levantamento mostra que o Brasil continua com elevado número de pessoas trabalhando. A população ocupada somou 102,7 milhões no trimestre encerrado em janeiro.
Embora o total represente leve queda frente ao trimestre anterior, quando 103 milhões estavam ocupados, o número segue acima do registrado no mesmo período de 2025.
| População ocupada em 2026 | 102,7 milhões |
| População ocupada em 2025 | 101 milhões |
Os dados indicam que o mercado de trabalho brasileiro mantém um nível elevado de ocupação mesmo com a desaceleração observada no início do ano.
Outro indicador acompanhado pela pesquisa é o nível de informalidade no mercado de trabalho. A proporção de trabalhadores informais ficou em 37,5% da população ocupada.
O percentual representa o menor nível desde 2020.
O levantamento também mostra que o número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,4 milhões. O total representa estabilidade no trimestre e crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O estudo aponta também aumento no número de trabalhadores por conta própria. O grupo somou 26,2 milhões de pessoas no período analisado.
Esse total representa crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Pnad Contínua avalia o mercado de trabalho brasileiro com base em dados coletados em todo o país. O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais que fazem parte da força de trabalho, incluindo tanto trabalhadores ocupados quanto aqueles que procuram emprego.