18 de setembro: Charge do Dia; Adeus velho amigo de 4 rodas
Dizer adeus a um carro velho é como encerrar um capítulo da própria vida. Cada risco na lataria, cada desgaste no volante, guarda histórias de viagens, conquistas e momentos únicos. Dentro dele, ficaram conversas no trânsito, gargalhadas inesperadas e até lágrimas silenciosas em noites solitárias. É como se o carro fosse um companheiro de jornada, sempre presente, mesmo nas horas mais difíceis.

Ao mesmo tempo, entrar na concessionária e ver o carro novo esperando é sentir o coração acelerar. O brilho da pintura impecável, o cheiro de carro novo e a promessa de novas aventuras despertam uma alegria quase infantil. É como abrir a porta para um futuro cheio de possibilidades, onde cada quilômetro será escrito em páginas ainda em branco.
Mas essa transição carrega um sabor agridoce. Deixar o carro velho para trás não é apenas uma troca material, é uma despedida de parte da própria história. A chave entregue ao vendedor parece pesar nas mãos, como se fosse o símbolo de tudo aquilo que ficou para trás. A alegria da conquista vem acompanhada pela saudade imediata.
No fim, é nesse contraste que mora a beleza do momento. O carro novo representa esperança, renovação e sonhos que se tornam reais. O carro antigo, por sua vez, nunca desaparece por completo — ele segue vivo na memória, nas fotografias e, principalmente, no coração de quem o guiou por tantos caminhos. É um adeus que dói e um olá que emociona.



































