Toyota Hilux 2026 estreia em novembro e revoluciona picapes com motor híbrido-leve

A nova Hilux 2026 adota faróis mais angulosos, teto reestilizado, interior com telas maiores e motor 2.8 turbodiesel com tecnologia híbrida-leve de 48 V, em estreia prevista para novembro.
Publicado por em Toyota dia

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Desde os primeiros vazamentos visuais até os registros técnicos nos arquivos governamentais australianos, a reestilização da Toyota Hilux consolida uma visão clara: tornar-se uma picape mais moderna, eficiente e competitiva. Nesse movimento, o modelo não será uma geração completamente nova, mas uma transformação profunda da oitava geração, lançada em 2015, elevando seu status no segmento.

Pontos Principais:

  • Visual redesenhado com dianteira mais agressiva e lanternas inéditas.
  • Interior com telas maiores e cabine reforçada para sensação premium.
  • Motor 2.8 turbodiesel como único bloco restante, com tecnologia híbrida-leve de 48 V.
  • Foco maior em versões automáticas e 4×4, extinção progressiva da cabine estendida.
  • Lançamento previsto para novembro, no Salão de Bangkok.

As imagens obtidas via perfil Cars Secrets mostram uma dianteira remodelada, com vincos acentuados e presença inspirada nos SUV-picape da Toyota. As laterais incorporam rodas redesenhadas e novos frisos, enquanto a traseira adota lanternas redesenhadas, parachoque redesenhado e tampa de caçamba inédita. No interior, patentes da Tailândia revelam semelhanças com o novo Land Cruiser: telas ampliadas para painel e multimídia, console central mais robusto e uma sensação de cabine mais parruda.

Hilux 2026 surge com novo rosto, vincos acentuados e identidade mais robusta, alinhando-se à estética global da marca com presença imponente - reprodução/@cars_secrets no Instagram
Hilux 2026 surge com novo rosto, vincos acentuados e identidade mais robusta, alinhando-se à estética global da marca com presença imponente – reprodução/@cars_secrets no Instagram

Tecnicamente, sai de cena os motores 2.7 a gasolina e 2.4 turbodiesel. A aposta global recai sobre o 2.8 turbodiesel, que no Brasil já rende 204 cv e 51 mkgf. Mas há um diferencial decisivo: a adoção da tecnologia híbrida-leve de 48 V, batizada de “V-Active”, que associa motor de arranque e alternador ao motor principal. O sistema ativa assistências elétricas em momentos-chave, usando bateria de íon-lítio recarregada durante a condução.

Outro ponto estratégico: a carroceria com cabine estendida desaparece, enquanto versões com transmissão automática e tração 4×4 se tornam mais acessíveis em gamas intermediárias. Ainda persistirão versões manuais de seis marchas e tração traseira, mas em número menor. Essa racionalização busca equilibrar oferta, custo e apelo de mercado.

Os documentos de registro na Austrália sugerem que o lançamento pode ocorrer já no Salão de Bangkok em novembro de 2025 — local simbólico, dada a importância da Tailândia como mercado e palco dos primeiros flagras. A estratégia seria reforçar o protagonismo da Hilux no mundo antes de desembarcar no Brasil com novidades substanciais.

Essa Hilux redesenhada não busca apenas impor visual, mas posicionar-se como referência tecnológica. Ao aliar motor robusto e economia com um sistema híbrido-leve, ela sinaliza que as picapes podem “falar” linguagem moderna sem abrir mão da força. O passo seguinte será observar como isso se traduzirá nos preços e no apelo entre os rivais já consolidados.

Fonte: Motorshow.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.