Por que pagar R$ 179 mil numa picape de 9 anos é o investimento mais seguro de 2026

Hilux 2017 vale a pena? Veja a Tabela Fipe 2026, o consumo real do motor diesel e os custos de manutenção que podem passar de R$ 12 mil por ano.
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Por que pagar R$ 179 mil numa picape de 9 anos é o investimento mais seguro de 2026

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Pontos Principais:

  • Hilux 2017 é uma das picapes médias mais valorizadas do mercado brasileiro.
  • Versões diesel 4×4 são as mais procuradas por quem precisa de força e tração.
  • Modelos flex atendem uso urbano, mas consomem mais e perdem em torque.
  • Custo de manutenção, seguro e IPVA são altos, mas a revenda é forte.
  • Reputação de robustez e durabilidade sustenta a liderança no segmento.

A Toyota Hilux 2017 consolidou-se no Brasil como a picape média mais valorizada do mercado e uma das que menos desvalorizam, combinando robustez, alto valor de revenda e manutenção previsível, mas também com custos elevados e pontos críticos conhecidos por quem convive com o modelo.

Quem compra uma Hilux dessa geração não busca luxo acessível nem desempenho esportivo. Busca tranquilidade mecânica, força para trabalho pesado e a certeza de que, na revenda, o carro ainda vale dinheiro de verdade. Em 2017, a picape já trazia o motor 2.8 turbodiesel de 177 cv e versões flex 2.7, com ampla oferta de cabine dupla, tração 4×4 e câmbio automático, formando uma das gamas mais completas do segmento.

“A Hilux 2017 atende perfis bem distintos: as versões chassi e cabine simples fazem sentido para quem vive de carga, obra e estrada de terra, priorizando força e simplicidade mecânica; a cabine dupla diesel 4×4, nas versões SR e SRV, é a escolha de quem reboca, viaja e precisa de tração e torque em qualquer terreno; já as flex servem a quem quer porte, conforto e status no uso urbano, sem necessidade de tração integral. A melhor versão é sempre a que encaixa no tipo de uso, não no preço mais alto.” – Opinião do Autor

Preços médios no mercado e Tabela Fipe

A tração integral temporária com câmbio automático de 6 marchas e direção hidráulica tornam a condução prática, mesmo em terrenos exigentes.
A tração integral temporária com câmbio automático de 6 marchas e direção hidráulica tornam a condução prática, mesmo em terrenos exigentes.

No início de 2026, a Hilux 2017 ainda opera em patamar elevado de valor na Tabela Fipe, reflexo direto da reputação de durabilidade e da procura constante no mercado de usados.

Versão Motorização Tração Câmbio Fipe 2017 (R$) Código
Hilux Chassi 2.8 TDI Diesel 4×4 Manual 136.404 002145-8
Hilux CS 2.8 TDI Diesel 4×4 Manual 141.037 002144-0
Hilux CD 2.8 Diesel 4×4 Manual 145.782 002015-0
Hilux CD SR 2.8 TDI Diesel 4×4 Automático 161.390 002142-3
Hilux CD SRV 2.8 TDI Diesel 4×4 Automático 167.066 002143-1
Hilux CD SRX 2.8 TDI 16V Diesel 4×4 Automático 179.307 002141-5
Hilux CD SR 2.7 16V Flex 4×2 Automático 144.250 002110-5
Hilux CD SRV 2.7 16V Flex 4×2 Automático 145.616 002136-9
Hilux CD SRV 2.7 16V Flex 4×4 Automático 147.528 002114-8

O destaque absoluto da linha é o 2.8 turbodiesel, com 177 cv e 45,9 kgfm de torque. Na prática, é um motor que empurra a picape com facilidade mesmo carregada, com força em baixa rotação e comportamento ideal para reboque e fora de estrada.

O câmbio automático de 6 marchas privilegia suavidade e durabilidade, não esportividade. A aceleração não impressiona, mas o fôlego em retomadas e subidas compensa. No uso urbano, o porte e o peso cobram seu preço em agilidade e consumo.

Consumo e autonomia

O torque de 45,9 kgfm aliado à caçamba de 1.000 litros reforça sua vocação para reboque de até 3.500 kg, atendendo quem busca força.
O torque de 45,9 kgfm aliado à caçamba de 1.000 litros reforça sua vocação para reboque de até 3.500 kg, atendendo quem busca força.
  • 2.7 Flex gasolina: cerca de 8 km/l na estrada
  • 2.7 Flex etanol: perto de 5,5 km/l
  • 2.8 Diesel: média entre 9 e 10,5 km/l

Com tanque grande, a autonomia no diesel ultrapassa 700 km em uso rodoviário, um dos pontos fortes para quem viaja ou trabalha em regiões remotas.

Problemas mais relatados

Apesar da fama de indestrutível, a Hilux 2017 não é imune a falhas. Os relatos mais comuns envolvem:

  • Sistema de injeção do diesel, com bicos e bomba sensíveis a combustível de má qualidade
  • Atuadores e sensores do sistema 4×4
  • Ruídos de suspensão e desgaste precoce de buchas em uso severo
  • Vedação de portas permitindo entrada de poeira em estradas de terra

Nada disso caracteriza defeito crônico, mas são pontos que exigem inspeção cuidadosa em unidades usadas.

Custo de manutenção e para manter por ano

A Hilux não é barata de manter. Revisões, pneus grandes, freios e seguro colocam a picape em outro patamar de custo frente a SUVs médios.

Item Custo médio anual (R$)
Revisões e óleo 3.500 a 5.000
Seguro 5.000 a 9.000
IPVA (SP) 4% da Fipe
Pneus e freios (proporcional) 2.000 a 3.500

Somando tudo, o custo anual facilmente supera R$ 12 mil em uso urbano padrão.

Segurança e Latin NCAP

A geração da Hilux avaliada pelo Latin NCAP obteve 5 estrelas para proteção de adultos, com estrutura resistente e bons resultados em impacto frontal e lateral. Controle de estabilidade já era item presente nas versões mais completas.

Tecnologia e itens de série

Interior acomoda 5 pessoas, caçamba de 1.000 litros, carga útil de 1.025 kg e conforto de equipamentos modernos, útil para trabalho e lazer.
Interior acomoda 5 pessoas, caçamba de 1.000 litros, carga útil de 1.025 kg e conforto de equipamentos modernos, útil para trabalho e lazer.

Nas versões SRV e SRX, a Hilux 2017 traz:

  • Central multimídia com tela sensível ao toque
  • Câmera de ré
  • Controle de estabilidade e tração
  • Ar-condicionado digital
  • Rodas de liga leve e acabamento interno superior

Não é um carro tecnológico para os padrões atuais, mas em 2017 entregava o essencial para conforto e segurança.

Opinião do dono e mercado

Entre proprietários, a avaliação é quase unânime: a Hilux é cara, mas raramente dá dor de cabeça grave. Quem usa para trabalho valoriza a resistência do chassi e a robustez mecânica. Quem usa como carro de família reclama do tamanho urbano e do consumo, mas elogia o conforto em estrada e a sensação de segurança.

Principais concorrentes

  • Ford Ranger
  • Chevrolet S10
  • Volkswagen Amarok
  • Mitsubishi L200 Triton
  • Nissan Frontier

Todas disputam o mesmo público, mas nenhuma mantém, de forma tão consistente, o valor de revenda e a reputação de durabilidade que a Hilux carrega no Brasil há décadas.

Tabela Fipe De Preços E Versões Da Hilux (Janeiro / 2026)

  • Hilux Chassi 4×4 2.8 TDI Diesel Mec. 2017: R$ 136.404 (002145-8)
  • Hilux CS 4×4 2.8 TDI Diesel Mec. 2017: R$ 141.037 (002144-0)
  • Hilux CD 4×4 2.8 Diesel Mec. 2017: R$ 145.782 (002015-0)
  • Hilux CD SR 4×4 2.8 TDI Diesel Aut. 2017: R$ 161.390 (002142-3)
  • Hilux CD SRV 4×4 2.8 TDI Diesel Aut. 2017: R$ 167.066 (002143-1)
  • Hilux CD SRX 4×4 2.8 TDI 16V Diesel Aut. 2017: R$ 179.307 (002141-5)
  • Hilux CD SR 4×2 2.7 16V Flex Aut. 2017: R$ 144.250 (002110-5)
  • Hilux CD SRV 4×2 2.7 Flex 16V Aut. 2017: R$ 145.616 (002136-9)
  • Hilux CD SRV 4×4 2.7 Flex 16V Aut. 2017: R$ 147.528 (002114-8)
Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.