Volkswagen ID.Cross é o T-Cross elétrico que promete superar rivais com até 420 km de autonomia
A Volkswagen apresentou o ID.Cross como um conceito que não deixa dúvidas sobre sua proposta: trata-se da versão elétrica do T-Cross, o SUV compacto mais vendido da marca no Brasil. A revelação, feita em setembro de 2025, mostra um modelo que já está bastante próximo da versão de produção que deve chegar em 2026.
Pontos Principais:
- Volkswagen apresenta o ID.Cross como versão elétrica do T-Cross.
- SUV tem dimensões próximas ao modelo a combustão, mas com design atualizado.
- Porta-malas acima de 450 litros e compartimento extra na dianteira.
- Motor elétrico de 211 cv e autonomia estimada em 420 km.
As proporções reforçam essa identidade compartilhada. O ID.Cross mede 4,16 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,59 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Esses números o aproximam do T-Cross, com diferenças sutis: é um pouco mais curto e tem entre-eixos menor, mas ganha em altura e largura. O resultado é um SUV compacto com proposta mais robusta, sem perder o DNA de praticidade que fez do modelo a combustão um sucesso.

O porta-malas, acima de 450 litros, reforça a vocação familiar e supera boa parte dos rivais diretos. Há ainda um segundo compartimento na dianteira, com mais 25 litros, algo típico de carros elétricos que utilizam plataformas dedicadas, como a MEB+ da Volkswagen. Essa base modular foi projetada para abrigar baterias e motores elétricos, oferecendo flexibilidade e garantindo bom aproveitamento de espaço.

O desenho repete elementos já familiares, como a carroceria de linhas mais quadradas, o conjunto de grade e faróis, e as lanternas conectadas por uma faixa de LED, recurso que também aparece na dianteira. No conceito, as rodas são de 21 polegadas, mas no modelo final devem ser menores para equilibrar custo e conforto. É um estilo que mescla modernidade com referências diretas ao VW T-Cross, buscando manter a identidade visual sem afastar o consumidor.

Por dentro, a cabine aposta em um visual limpo e tecnológico. O painel traz quadro de instrumentos digital de 11 polegadas e central multimídia de 13 polegadas, ambos integrados em um arranjo horizontal. A marca também atendeu a pedidos do público e manteve botões físicos abaixo da tela, garantindo ergonomia em um momento em que muitas fabricantes abandonam esse recurso. O ambiente do conceito recebeu materiais ousados, como tecidos extensivos e plásticos de aspecto leitoso, mas a versão final deve adotar acabamentos mais convencionais.

Na parte mecânica, o Volkswagen ID.Cross adota tração dianteira e motor elétrico de 211 cv, capaz de levar o SUV a até 175 km/h — velocidade limitada eletronicamente para preservar a bateria. A Volkswagen ainda não revelou a capacidade do conjunto de baterias, mas projeta autonomia de aproximadamente 420 km, o que o coloca em linha com concorrentes diretos e representa um atrativo importante para consumidores que avaliam a transição para a mobilidade elétrica.
O interior foi apresentado como um “oásis de bem-estar”, segundo a própria fabricante. A intenção é oferecer uma atmosfera semelhante a um lounge, que combine conforto e tecnologia em uma experiência relaxante. Essa abordagem segue uma tendência global em veículos elétricos, que buscam se diferenciar não apenas pela mecânica, mas também pela forma de entregar comodidade e conectividade ao motorista e passageiros.
Com essa aposta, a Volkswagen reforça a estratégia de ampliar a família ID. no mercado global e atender à crescente demanda por SUVs elétricos compactos. O ID.Cross não apenas se aproxima do T-Cross em identidade e dimensões, mas também se apresenta como uma evolução, capaz de atrair consumidores já fiéis ao modelo e ao mesmo tempo conquistar novos públicos interessados em tecnologia e sustentabilidade.

Fonte: Volkswagen-newsroom, UOL, AutoEsporte e QuatroRodas.


































