O mercado automotivo brasileiro ganhou um novo protagonista em setembro de 2025. O Volkswagen Tera, lançado em março, alcançou a liderança entre os SUVs com 7.610 unidades emplacadas, ultrapassando o Toyota Corolla Cross, que vinha dominando o segmento nos últimos meses. O feito ocorreu em um cenário de retomada do setor, que registrou 230.539 veículos licenciados no mês, crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior.
O avanço do Tera foi resultado de uma estratégia cuidadosamente planejada pela Volkswagen. A marca priorizou a produção de versões de entrada, com motor aspirado e câmbio manual, atraindo consumidores mais sensíveis a preço. A aposta rendeu: o SUV registrou crescimento de 83,1% em relação à média diária de agosto, consolidando-se como um fenômeno de vendas em tempo recorde.
Desde a estreia, o modelo acumula 17.761 unidades no mercado, beneficiado pela entrega ágil dos primeiros 12 mil pedidos. Além do apelo de preço, pesaram fatores como posição elevada de dirigir, central multimídia e consumo médio de 12 km/l no etanol, características valorizadas pelo consumidor urbano. No varejo, o Tera já responde por 90% das vendas da Volkswagen, acima da média setorial.
O sucesso do Tera, no entanto, trouxe efeitos colaterais dentro da própria marca. O T-Cross, até então líder da Volkswagen, caiu para a nona posição no ranking de SUVs, com 4.736 unidades em setembro, uma queda de 20% em relação ao mês anterior. O Nivus também sofreu retração, ficando em 11º lugar com 3.162 vendas. Apesar disso, a soma da família SUV da Volkswagen chegou a 133.576 unidades no ano, assegurando a liderança setorial.
Enquanto a Volkswagen colhia resultados, a Toyota enfrentava dificuldades. O Corolla Cross, que havia liderado em julho e agosto, foi prejudicado pela paralisação da fábrica de motores em Porto Feliz, interior de São Paulo, após um temporal. A interrupção reduziu a produção e deve impactar 30 mil unidades até o fim do ano, o que explica a queda de 8,1% na média diária de setembro.
Outros concorrentes também se movimentaram. O Nissan Kicks subiu para a terceira posição, com 6.319 unidades, em alta de 33,3% com a chegada da nova geração. O Hyundai Creta, em quarto, somou 5.953 vendas, mas recuou 10,5% no comparativo mensal. Já o Chevrolet Tracker fechou o top 5 com 5.657 unidades, registrando crescimento de 14,5% após ajustes de preço promovidos pela General Motors.
No cenário geral, a Fiat manteve a liderança de mercado com 20,5% de participação, puxada por modelos como Strada e Argo. A Volkswagen cresceu 17,2%, reforçando sua posição de destaque. Além disso, o segmento de elétricos ganhou força com o BYD Dolphin Mini, que alcançou 3.392 unidades vendidas, sinalizando a consolidação da tendência híbrida e elétrica no país.
Fonte: QuatroRodas e Uol.