O Volkswagen Tera chegou para ocupar um espaço que a marca ainda não explorava direito: o de SUV compacto de entrada. Ele é menor que o VW T-Cross, mas traz aquele visual parrudo que a galera quer na hora de estacionar na frente do bar ou no shopping. E a Volks fez questão de empacotar tudo com bastante tecnologia para não parecer carro pelado, mesmo na versão de entrada.
São quatro versões no catálogo. A mais barata é a MPI manual, com motor 1.0 aspirado e câmbio de cinco marchas — coisa simples, mas que ainda tem painel digital de 8 polegadas, central multimídia de 10,1, seis airbags e frenagem automática de emergência. É tipo um “básico gourmet”: você não paga caro, mas ganha uns mimos que há pouco tempo eram restritos a modelos de quase 200 mil.
Subindo um degrau, entra o TSI manual, com o 1.0 turbo de 116 cv. Aqui o jogo muda: dá para encarar estrada e subida com mais confiança. Essa versão entrega o melhor custo-benefício para quem não liga de trocar marcha, mas quer um desempenho digno de SUV e não de hatch disfarçado.
No meio do caminho está o Comfort, já com câmbio automático de seis marchas. Essa é a escolha da turma urbana que não quer suar no anda-e-para do trânsito. Além do conforto de rodar sem se preocupar com embreagem, já soma rodas de liga leve, piloto automático adaptativo e chave presencial. Um pacote bem ajustado para quem encara o carro como extensão da sala de estar.
O topo da linha é o High, que coloca o Tera em outro patamar. Painel digital maior, acabamento mais sofisticado, câmera de ré, sensores por todos os lados e rodas aro 17 dão a cara de SUV premium — mesmo que o motor continue sendo o mesmo 1.0 turbo. O lance aqui é status: você compra mais pelo visual e pelas conveniências do que pela performance.
Na prática, o Tera é o “irmão menor” do T-Cross que nasceu para fisgar quem acha o Polo sem graça e o Nivus caro demais. A Volks conseguiu criar um produto que mistura praticidade, equipamentos de respeito e preços competitivos, ao menos no papel. E a estratégia é clara: encher as ruas brasileiras com um SUV compacto “aspiracional”, que faz você se sentir no jogo mesmo sem gastar uma fortuna.\
Fonte: Vwnews.