A decisão da Ford de apostar na Ranger híbrida flex faz sentido agora
A Ford Ranger híbrida flex chega com a missão de provar que etanol e eletrificação podem conviver em uma picape de trabalho. Nada de conceito, nada de promessa vaga. É produto real em linha de produção.
A escolha não é só técnica, é estratégica. O etanol reduz custo por quilômetro, garante previsibilidade ao motorista e encaixa a Ranger PHEV num Brasil que ainda vive de longas distâncias.
A volta do flex na Ford e por que isso importa

A Ranger PHEV marca o retorno da Ford ao combustível que moldou o mercado brasileiro. O motor 2.3 EcoBoost permanece como base, agora adaptado para queimar etanol e gasolina em qualquer proporção. Esse detalhe, que parece simples, muda a conta no fim do mês de quem roda pesado e depende de preço por quilômetro previsível.
O coração elétrico atua como multiplicador de torque. A bateria de 11,8 kWh garante deslocamentos urbanos de até 50 km sem acionar o motor a combustão, algo que afeta diretamente a rotina de quem encara trânsito diário e evita desgaste desnecessário.
Como a Ford posicionou o conjunto híbrido
A escolha de instalar o motor elétrico antes da transmissão automática de 10 marchas mostra que a Ford priorizou tração integral mecânica, não um AWD eletrônico simplificado. Isso se traduz em comportamento mais natural em piso irregular, respostas lineares e menos sensação de “tranco” típica de híbridos que tracionam só eixo traseiro.
O detalhe nerd que muda o comportamento

O motor de 102 cv alimenta o conjunto sem eliminar o cardã. Com isso, o torque instantâneo é distribuído pelas quatro rodas sem comprometer o escalonamento da transmissão. Para trilha leve ou reboque, isso importa.
Destaques rápidos que afetam a vida real
- Autonomia elétrica urbana de até 50 km
- Bateria de 11,8 kWh recarrega em menos de 4 horas
- Tração integral com caixa de transferência
- Reboque de até 3.500 kg
- Função V2L alimenta ferramentas e equipamentos
O interior segue o padrão conhecido da linha atual, com multimídia vertical e painel digital. Não é uma nova geração estética, é uma nova geração mecânica. A proposta é funcional, não visual.
Por que a Argentina é o ponto de virada
A produção local garante escala, abastecimento e preço mais competitivo. A fábrica recebe investimento extra para acomodar a PHEV e, ao mesmo tempo, ampliar o portfólio de motores que já abastecem o mercado brasileiro. A estratégia aproxima a Ranger do consumidor que precisa de versatilidade sem abandonar o etanol como vantagem comparativa.
O que essa decisão acende no horizonte
A entrada da Ranger híbrida flex pressiona concorrentes diretas e pode acelerar a adoção de híbridos etanol em categorias que ainda hesitam. A Ford cria uma ponte entre o presente diesel e o futuro elétrico sem pedir salto de fé. Se o preço vier alinhado, a PHEV flex tende a se tornar referência para quem vive da picape e não pode errar na escolha.
Fonte: Ford.


































