BYD Dolphin Mini ou Geely EX2: descubra o elétrico que realmente vale o seu dinheiro

O confronto entre Geely EX2 e BYD Dolphin Mini expõe duas filosofias distintas de elétricos acessíveis. O EX2 aposta em porte maior, mais torque e recarga rápida. O Dolphin Mini responde com tecnologia, conectividade e ampla rede de concessionárias. A decisão muda o dia a dia do motorista.
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BYD Dolphin Mini ou Geely EX2: descubra o elétrico que realmente vale o seu dinheiro

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Geely EX2 e BYD Dolphin Mini travam a disputa mais quente dos elétricos de entrada. A faixa dos 120 mil reúne propostas tão diferentes que a escolha impacta o bolso e a rotina de quem dirige todos os dias.

Um oferece porte de hatch tradicional, desempenho cheio e recarga rápida. O outro entrega tecnologia completa, ergonomia inteligente e uma rede de lojas que cobre praticamente o país inteiro.

Desempenho que altera a experiência ao volante

O principal benefício aparece no EX2. O porte maior, o torque mais cheio e a recarga de 70 kW transformam a rotina de quem depende do carro para deslocamentos mais longos e viagens curtas.
O principal benefício aparece no EX2. O porte maior, o torque mais cheio e a recarga de 70 kW transformam a rotina de quem depende do carro para deslocamentos mais longos e viagens curtas.

O Geely EX2 leva vantagem onde o motorista sente na prática. Os 116 cv e 15,3 mkgf geram respostas rápidas em trânsito intenso, algo que o Dolphin Mini não iguala com seus 75 cv e 13,8 mkgf. A diferença na relação peso potência deixa o EX2 mais confortável em retomadas e ladeiras.

A leitura fina do comportamento dinâmico

A tração traseira do EX2 muda o equilíbrio nas curvas curtas e transmite mais naturalidade quando o carro sobe com carga. É um detalhe sutil, mas perceptível para quem exige precisão no volante.

Autonomia, tempo de recarga e vida útil no carregador

A verdade aparece no Dolphin Mini. O desempenho limitado e a cabine menor cobram seu preço no uso diário, especialmente quando o carro vai cheio ou precisa encarar subidas repetidas.
A verdade aparece no Dolphin Mini. O desempenho limitado e a cabine menor cobram seu preço no uso diário, especialmente quando o carro vai cheio ou precisa encarar subidas repetidas.

A autonomia dos dois é próxima, mas o EX2 abre vantagem. São 289 km no ciclo PBEV contra 280 km do Dolphin Mini. O impacto real está na recarga. Os 70 kW do Geely reduzem o tempo parado quase pela metade em relação aos 40 kW do BYD.

  • Autonomia Geely EX2: 289 km
  • Autonomia Dolphin Mini: 280 km
  • Bateria EX2: 39,4 kWh
  • Bateria Dolphin Mini: 38 kWh
  • Recarga rápida EX2: 70 kW
  • Recarga rápida Dolphin Mini: 40 kW

Espaço interno, porta malas e ergonomia

O EX2 se aproxima do porte de Argo e Polo, com entre eixos de 2,65 m e porta malas de 375 litros. Quem viaja com família ou carrega bagagem sente essa diferença logo na primeira semana. Já o Dolphin Mini compensa com interior mais tecnológico, ajustes elétricos e multimídia giratória com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

O detalhe de engenharia que melhora o conforto

As suspensões independentes nas quatro rodas do EX2 elevam o nível de filtragem em vias esburacadas. Para o segmento de entrada dos elétricos, esse é um diferencial extremamente raro.

Equipamentos, conveniência e rede de concessionárias

BYD Dolphin Mini e Geely EX2 entregam pacotes completos, mas apostam em prioridades distintas. O EX2 oferece ar traseiro, instrumentação ampla e baú sob o banco traseiro. O Dolphin Mini avança com carregamento sem fio, internet embarcada, banco do motorista elétrico e integração total de smartphones.

A rede pesa. A BYD opera 200 concessionárias no Brasil, enquanto a Geely deve fechar o ano com 23. Para quem depende de manutenção perto de casa, essa diferença é decisiva.

O elétrico de 120 mil que redefine as próximas escolhas

A entrada do Geely EX2 cria uma ameaça real ao espaço que a BYD construiu com o Dolphin Mini. A troca de prioridades, antes focada só em preço, começa a migrar para desempenho, porte e qualidade de recarga. Quanto maior a pressão, maior o avanço para o consumidor, que agora encontra disputa verdadeira no segmento.

O futuro dos elétricos acessíveis acaba de ficar mais interessante.

Fonte: Motorshow e Dm.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.