BYD Yangwang U9: super carro elétrico é alvo de críticas pesadas do chefão da Bugatti Rimac
Mate Rimac não perdeu a oportunidade de cutucar a BYD. O chefão da Bugatti Rimac, conhecido por criar o hipercarro elétrico Nevera, decidiu entrar no ringue contra o recém-anunciado Yangwang U9 Nürburgring Edition, o superesportivo de 3.000 cv que a montadora chinesa apresentou com pompa e circunstância. Para Rimac, esses números são mais marketing do que realidade.
Pontos Principais:
- Mate Rimac questiona a capacidade do Yangwang U9 de atingir 3.000 cv.
- CEO aponta limitação da bateria LFP de 80 kWh para descargas tão altas.
- Sugere que a BYD some potências individuais sem considerar uso simultâneo.
- Debate reforça disputa entre fabricantes no segmento de hipercarros elétricos.
Segundo ele, a bateria LFP de 80 kWh do U9 não teria fôlego para sustentar toda essa força nem por um segundo. É o tipo de detalhe técnico que o consumidor médio ignora, mas que faz toda a diferença quando se fala de carros que custam mais do que um apartamento de cobertura. Rimac foi direto: para atingir o que a BYD promete, seria preciso uma taxa de descarga absurda, coisa rara nesse tipo de bateria.

E não é só a química da bateria que ele colocou em xeque. O croata também sugeriu que a BYD pode estar jogando com números inflados, somando a potência máxima de cada motor como se todos pudessem trabalhar no limite ao mesmo tempo. É o velho truque de ficha técnica: bonito no papel, mas difícil de repetir na pista.
O Yangwang U9, por sua vez, não veio para brincar no discurso. A BYD fala em 0 a 100 km/h em 2,36 segundos e máxima de 309 km/h, números que colocariam o modelo lado a lado com alguns dos mais rápidos do planeta. Mas, como Rimac fez questão de lembrar, potência sem tração é só desperdício. Para ele, a aderência só permitiria usar todo o “suposto” poder acima dos 240 km/h.
O embate não é apenas sobre cavalos de potência. É também sobre narrativa. De um lado, um veterano do universo dos hipercarros elétricos, com um histórico de recordes quebrados. Do outro, um gigante chinês querendo provar que também pode jogar nesse clube fechado, usando como arma um pacote de tecnologia, design agressivo e uma boa dose de provocação.
No fim, essa troca de farpas é combustível para uma disputa que vai muito além das pistas. É sobre quem consegue conquistar a atenção — e o bolso — de um público que busca o próximo grande feito da engenharia automotiva. Por enquanto, Rimac mantém o trono, mas a BYD parece disposta a gastar quantos volts for preciso para tirá-lo de lá.
Fonte: Vrum e Noticiasautomotivas.


































