Audi RS 3 2025 chega ao Brasil por R$ 659 mil com 400 cv e tração quattro; veja o que muda no esportivo mais radical da marca
O Audi RS 3 2025 marca o retorno do esportivo compacto ao mercado brasileiro com motor cinco cilindros e tração integral quattro. A nova geração chega em duas versões, RS 3 Sedan e RS 3 Track, custando R$ 659.990 e R$ 714.990, respectivamente.
Pontos Principais:
- RS 3 2025 mantém o motor 2.5 TFSI de 400 cv e tração integral quattro.
- Versões Sedan e Track chegam por R$ 659.990 e R$ 714.990, respectivamente.
- Design agressivo, suspensão adaptativa e modos de condução RS refinados.
- Interior digital com cockpit de 12,3”, multimídia MMI e som SONOS 3D.
- Audi reforça presença no país com 13 lançamentos e foco em eletrificação.
Apesar do preço alto, o modelo continua sendo o ponto de entrada na linha RS e o único que ainda oferece o clássico motor 2.5 TFSI. É uma aposta em tradição e desempenho num momento em que boa parte dos rivais já migra para eletrificação.

Com potência de sobra e tecnologia de ponta, o RS 3 mantém a receita que o consagrou, mas enfrenta um cenário diferente: um público mais racional, menos disposto a pagar caro por desempenho puro em um carro de nicho.
Motor 2.5 TFSI: potência de sobra, mas sem inovação

O cinco cilindros turbo segue sendo o grande trunfo do RS 3. São 400 cv e 500 Nm de torque, entregues às quatro rodas via câmbio S tronic de sete marchas e tração integral quattro. É o mesmo conjunto usado há anos, refinado, mas longe de ser novo.
A Audi ajustou a curva de torque e o controle eletrônico do diferencial traseiro, que agora distribui o torque de forma independente entre as rodas — tecnologia batizada de Torque Splitter. Na prática, promete mais agilidade em curvas e capacidade de “drift” no modo RS Torque Rear.
Desempenho digno de esportivo maior

Mesmo sem mudanças profundas, o RS 3 ainda impressiona nos números: 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e velocidade máxima de até 280 km/h na versão Track. São números que colocam o sedã na faixa de desempenho de cupês de categorias superiores, mas com o peso de 1.570 kg, o consumo e a eficiência ainda ficam distantes dos híbridos esportivos que começam a surgir.
A dirigibilidade deve continuar sendo o ponto forte, com suspensão DCC e direção progressiva recalibradas. Mas o RS 3, apesar do pedigree, é um carro mais duro para o uso diário — e o Brasil, com seu piso irregular, nunca foi o cenário ideal para ele.
Visual agressivo, mas sem grandes surpresas

O design segue fiel à fórmula RS: para-choques ampliados, grade preta e saias laterais pronunciadas. O pacote RS inclui rodas Audi Sport de 19 polegadas e detalhes em preto brilhante. Na versão Track, entram componentes em fibra de carbono e acabamento mais sombrio.
A diferença é mais estética do que funcional. As rodas maiores e os pneus dianteiros mais largos (265/30 R19) melhoram a aderência, mas a diferença no comportamento real deve ser discreta fora das pistas.
- Grade frontal Singleframe com moldura preta
- Rodas Audi Sport de 19” com pneus assimétricos
- Retrovisores e spoiler em fibra de carbono (Track)
- Freios de cerâmica com pinças azuis na versão mais cara
No geral, é um visual eficiente, mas previsível. A Audi parece ter apostado mais na manutenção da identidade RS do que em ousadia. O RS 3 2025 é bonito, mas não surpreende — e começa a ficar repetitivo dentro da própria linha da marca.
Interior digital e acabamento exemplar

Por dentro, o RS 3 mantém o padrão de montagem impecável, típico da Audi. O Virtual Cockpit Plus de 12,3” traz modos específicos RS e informações de telemetria, enquanto o multimídia MMI de 10,1” é rápido e compatível com Android Auto e Apple CarPlay.
Os bancos esportivos são confortáveis, com revestimento em microfibra Dinamica e costuras contrastantes. Na versão Track, há bancos tipo concha e costuras em vermelho ou verde, reforçando o apelo de exclusividade. O sistema de som SONOS 3D de 680W completa o pacote premium.
O ambiente é esportivo, mas não radical. O espaço traseiro continua limitado e o porta-malas de 321 litros mostra que o RS 3 é mais para quem quer dirigir do que levar bagagem.
No quesito segurança, o sedã traz faróis Matrix LED, câmera 360° e assistentes de condução modernos, mas a ausência de nível 2 de autonomia contrasta com o preço e o padrão que o segmento já começa a oferecer em elétricos.
Uma marca entre passado e futuro
A Audi fala em sustentabilidade e já investiu R$ 90 milhões em recarga elétrica, mas ainda depende fortemente de motores a combustão. O RS 3, embora exemplar na engenharia, é o retrato dessa transição: potência clássica em um mundo cada vez mais silencioso.
Com a ofensiva de elétricos como o Q6 e-tron e o A6 e-tron, o RS 3 tende a ser um dos últimos esportivos tradicionais da marca por aqui. O som do cinco cilindros ainda emociona, mas o futuro da Audi no Brasil será medido por eficiência e eletrificação, não por ronco.
Conclusão: desempenho absoluto, mas nichado

O Audi RS 3 2025 é, sem dúvida, um dos compactos mais rápidos e bem construídos à venda no Brasil. Mas também é um carro de nicho — caro, rígido e com apelo emocional restrito a quem realmente valoriza a tradição da tração quattro e o motor de cinco cilindros.
A marca acerta ao trazer o modelo, mas ele não é o esportivo ideal para o dia a dia brasileiro. Faltam conforto, espaço e eficiência para justificar o preço em um mercado que olha cada vez mais para híbridos e elétricos.
O RS 3 é uma peça de coleção disfarçada de sedã: entrega uma experiência intensa, mas vive o contraste entre passado e futuro. Para quem busca emoção ao volante, ele ainda é uma escolha legítima — só não mais a mais racional.
Fonte: Audi-imprensa.


































