BYD Song Plus será fabricado no Brasil: o que muda na manutenção e no seguro auto?

BYD confirma Song Plus feito em Camaçari em 2026, mantém vendas fortes, evita alta de impostos e prepara híbrido flex DM-i, com autonomia acima de 1.000 km no Brasil.
Publicado por em BYD dia
BYD Song Plus será fabricado no Brasil: o que muda na manutenção e no seguro auto?

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Pontos Principais:

  • Produção do BYD Song Plus em Camaçari começa em 2026 e garante continuidade do modelo no mercado brasileiro.
  • Nacionalização protege o SUV híbrido do aumento do imposto de importação sobre eletrificados.
  • Modelo foi o terceiro mais vendido da marca no Brasil em 2025, atrás apenas do Dolphin Mini e do Song Pro.
  • Conjunto híbrido DM-i deve ganhar versão flex, ampliando autonomia e adaptando o carro à realidade do etanol.
Song Plus será produzido na Bahia em 2026, mantém o híbrido no Brasil, dribla alta de impostos, prepara motor flex e reforça a estratégia da BYD no país.
Song Plus será produzido na Bahia em 2026, mantém o híbrido no Brasil, dribla alta de impostos, prepara motor flex e reforça a estratégia da BYD no país.

O BYD Song Plus será fabricado em Camaçari (BA) a partir de 2026 e passa a ser tratado como pilar industrial e comercial da marca no país. A decisão protege o SUV híbrido da alta de impostos, encurta a logística e consolida o modelo como um dos mais importantes da ofensiva da BYD no mercado brasileiro.

A BYD confirmou que o Song Plus, hoje o híbrido mais vendido da sua linha no Brasil, entrará em produção nacional na fábrica baiana ainda em 2026. O movimento vai além do discurso institucional e tem impacto direto no bolso, na oferta e na estratégia de longo prazo da marca. Produzir localmente significa blindar o modelo contra a escalada do imposto de importação de eletrificados, prevista para subir novamente a partir de junho, e garantir abastecimento contínuo num momento em que a demanda segue forte.

Mesmo tendo sido substituído na China pelo Sealion 06, o Song Plus não sai de cena por aqui. Pelo contrário. A BYD decidiu estender o ciclo de vida do SUV fora do seu mercado doméstico, apostando no peso que ele já conquistou junto ao consumidor brasileiro, tanto em volume quanto em imagem. É um carro que deixou de ser novidade para virar referência dentro do portfólio da marca.

Na prática, isso significa mais previsibilidade para quem pensa em comprar e para quem já roda com um. Peças mais próximas, prazos menores, rede preparada e, principalmente, menor exposição às variações cambiais e tributárias que hoje pesam sobre modelos importados.

O Song Plus se tornou um dos pilares comerciais da BYD no país em 2025, com números que ajudam a entender por que a marca decidiu “dar CPF brasileiro” ao SUV.

Modelo BYD Emplacamentos em 2025
BYD Dolphin Mini 32.486 unidades
BYD Song Pro 22.515 unidades
BYD Song Plus 19.674 unidades

Com esses volumes, o Song Plus ficou como o 3º carro mais vendido da BYD no Brasil no ano passado, atrás apenas do Dolphin Mini e do Song Pro. É um desempenho que, para qualquer fabricante, justifica investimento industrial pesado.

Outro ponto que pesa na decisão é o futuro do conjunto mecânico. A marca já trabalha na versão híbrida flex do sistema DM-i, com motor 1.5 capaz de operar também com etanol. O primeiro a estrear essa tecnologia será o Song Pro ainda em 2026, mas o caminho natural é que o Song Plus receba a mesma solução na sequência, ampliando o apelo do modelo num país onde o etanol ainda é parte do dia a dia do motorista.

Hoje, o conjunto híbrido a gasolina do Song Plus entrega 235 cv de potência combinada e 40,8 kgfm de torque, com autonomia total superior a 1.000 km. A lógica da BYD é clara, manter o carro rodando a maior parte do tempo em modo elétrico e usar o motor a combustão como aliado para estender alcance, não como protagonista.

Ao trazer o Song Plus para a linha de montagem em Camaçari, a BYD sinaliza que enxerga o Brasil não como mercado secundário, mas como base estratégica. A planta baiana já produz Dolphin Mini, King e Song Pro e faz parte de um plano de investimentos que soma mais de R$ 5,5 bilhões, com meta declarada de alcançar 600 mil veículos por ano no futuro.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.