Câmbio automático moderno pode ser mais econômico que o manual, dizem especialistas
A ideia de que veículos com câmbio automático são mais gastões ainda persiste entre motoristas, mas essa percepção está cada vez mais distante da realidade atual. O avanço nas transmissões automáticas, com foco em eficiência energética, tem mudado o cenário de forma significativa nos últimos anos.
Pontos Principais:
- Modelos antigos com poucas marchas e conversor de torque consomem mais.
- Transmissões automáticas modernas trazem até 10 marchas e maior eficiência.
- Mais marchas ajudam o motor a operar na rotação ideal com menor esforço.
- Consumo depende também do tipo de trajeto e do comportamento do motorista.
Em modelos mais antigos, que utilizam conversores de torque simples e possuem apenas três a cinco marchas, é comum observar um consumo mais elevado de combustível. Isso ocorre porque parte da energia gerada pelo motor é dissipada nesse tipo de sistema, o que reduz a eficiência do conjunto mecânico.
No entanto, especialistas afirmam que os câmbios automáticos modernos, que contam com oito, nove ou até dez marchas, conseguem superar essa limitação. Com mais engrenagens disponíveis, o motor opera por mais tempo em faixas de rotação ideais, o que melhora a eficiência e reduz o consumo, inclusive em comparação com alguns veículos manuais.
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O número de marchas é apontado como um dos fatores mais relevantes nesse contexto. Um maior número de relações permite que o veículo se adapte melhor a diferentes condições de uso, como subidas, velocidade constante em rodovias ou tráfego urbano, sempre buscando o ponto de maior aproveitamento energético.
Além da tecnologia empregada na transmissão, o tipo de trajeto e o estilo de condução têm impacto direto nos resultados. Em ambientes urbanos, por exemplo, os câmbios automáticos proporcionam trocas suaves e contínuas, o que contribui para o conforto sem necessariamente aumentar o consumo — desde que o sistema seja eficiente.
Segundo os técnicos, os sistemas mais recentes foram desenvolvidos justamente para eliminar o antigo dilema entre conforto e economia. Isso torna possível que o câmbio automático atinja níveis de consumo comparáveis — ou até menores — do que os de transmissões manuais, em certos contextos de uso.
A escolha entre automático e manual, portanto, não pode mais ser feita apenas com base no consumo estimado. É necessário considerar o tipo de câmbio instalado, o número de marchas, a calibração do sistema e, principalmente, como o veículo será utilizado no dia a dia.
Fonte: Uol, Autoentusiastas, AutoPapo e CNN.


































