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Denza B5 GS 2026 custa R$ 449 mil, tem 677 cv, tração 4×4, geladeira, suspensão inteligente e acelera de 0 a 100 km/h em cinco segundos

Denza B5 2026: preços GL e GS, motor híbrido plug-in de 677 cv, autonomia elétrica de 74 km pelo Inmetro, consumo, suspensão inteligente, equipamentos, porta-malas e desempenho.

Denza

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A BYD já vendia carros elétricos e híbridos aos brasileiros quando resolveu entrar em uma garagem onde Mercedes-Benz, BMW, Audi e Land Rover costumam ser recebidas sem precisar se apresentar, mas havia um problema: convencer alguém disposto a gastar quase meio milhão de reais a trocar uma marca tradicional por um nome ainda pouco conhecido, e a resposta veio na forma de um SUV de três toneladas, 677 cv, suspensão que sobe e desce e uma geladeira escondida entre os bancos dianteiros.

O Denza B5 chegou ao Brasil com duas versões, GL por R$ 405 mil e GS por R$ 449 mil, esta última R$ 26 mil mais barata que um Toyota SW4 completo, mas com um conjunto de equipamentos que aproxima o modelo chinês de veículos muito mais caros, incluindo bancos com massagem, três telas, suspensão com ajuste eletrônico de altura e um sistema híbrido plug-in capaz de acelerar um carro de 3.055 kg de 0 a 100 km/h em apenas cinco segundos.

A BYD quer disputar compradores de Land Rover, BMW e Mercedes-Benz com o Denza B5 GS 2026, um SUV híbrido de 677 cv que custa R$ 449 mil e pesa mais de três toneladas.

A primeira impressão é de um jipe feito para atravessar lugares onde o asfalto nunca chegou, com carroceria quadrada, faróis de linhas retas, caixas de roda grandes, estepe preso à tampa traseira e um engate para reboque instalado de fábrica, enquanto os 4,89 metros de comprimento, 1,97 metro de largura e 1,92 metro de altura deixam claro que estacionar o B5 exige mais espaço do que aquele reservado para um SUV convencional.

O desenho lembra os antigos Land Rover, mas a mecânica pertence a outra geração, pois um motor 1.5 turbo a gasolina trabalha com dois motores elétricos, um em cada eixo, para entregar tração integral, 677 cv e 77,5 kgfm de torque, números superiores aos 462 cv do Volvo XC60 e aos 367 cv do Audi SQ5 citado entre os concorrentes, embora o peso elevado continue presente em cada curva e manobra.

Debaixo da carroceria está uma bateria de 31,8 kWh, feita com células de fosfato de ferro-lítio, suficiente para garantir 74 km de autonomia elétrica pelo Inmetro, enquanto a recarga em corrente alternada aceita até 6 kW e leva de quatro a seis horas, caindo para aproximadamente 50 minutos em um carregador rápido de corrente contínua, cuja potência máxima aceita pelo veículo chega a 100 kW.

O Denza B5 mistura motor 1.5 turbo a gasolina com dois elétricos, entrega 677 cv e 77,5 kgfm, tem tração integral e acelera de 0 a 100 km/h em cinco segundos nos testes.

O conjunto permite usar eletricidade nos deslocamentos curtos e gasolina nas viagens, sem depender exclusivamente de um carregador para continuar rodando, mas os números mudam bastante conforme o caminho e o funcionamento do sistema híbrido, com consumo medido de 12,5 km/l na cidade, 9,4 km/l na estrada e média de 10,9 km/l, além de alcance rodoviário de 780 km.

Na condução elétrica urbana, o B5 registrou 5,1 km/kWh, resultado que permitiria alcançar aproximadamente 161 km em uma estimativa calculada a partir da capacidade total da bateria, embora esse número não substitua os 74 km homologados pelo Inmetro e não deva ser tratado como autonomia garantida para qualquer motorista.

O tanque de gasolina comporta 83 litros e o motorista também pode configurar o sistema SOC pela central multimídia para estabelecer uma meta de carga entre 20% e 70%, fazendo o motor a combustão trabalhar para recuperar energia na bateria, recurso que permite reservar eletricidade para outro trecho do percurso mesmo quando não existe um carregador disponível.

Com 4,89 metros de comprimento e quase dois metros de largura, o Denza B5 chama atenção pelo tamanho, mas estacionar em vagas comuns exige cuidado e espaço para abrir as portas.

A suspensão inteligente ajuda a explicar por que a Denza escolheu uma carroceria tão grande para seu primeiro SUV de luxo vendido no Brasil, pois o motorista consegue selecionar três alturas pela tela central de 15,6 polegadas, deixando a parte inferior do veículo a 16 cm, 22 cm ou 31,5 cm do chão, conforme a necessidade de entrar em uma garagem, circular pela cidade ou enfrentar um caminho ruim.

No ajuste normal, os ângulos de entrada e saída são de 35 e 32 graus, respectivamente, enquanto a posição mais alta eleva essas medidas para 39 e 35 graus, permitindo enfrentar obstáculos maiores sem raspar a carroceria com tanta facilidade, e o sistema ainda trabalha continuamente nas quatro rodas para compensar irregularidades e manter os pneus em contato com o terreno.

Há 16 modos de condução para diferentes situações, incluindo lama, recurso que conversa diretamente com a tração integral e os pneus 275/55 R20, enquanto a suspensão independente por braços sobrepostos nos dois eixos busca preservar o conforto mesmo quando o caminho deixa de ser uma rua asfaltada e passa a exigir mais dos componentes mecânicos.

O interior tem três telas, geladeira que resfria e aquece bebidas, bancos com massagem e ventilação, teto solar e acabamento em couro, mas falta espaço para guardar pequenos objetos.

Quem observa o B5 por fora encontra um veículo que parece ter sido desenhado para levar uma família inteira com enorme sobra de espaço, mas a experiência muda quando os ocupantes entram, especialmente no banco traseiro, onde pessoas com 1,80 metro ou mais podem ficar apertadas caso o motorista também seja alto.

O entre-eixos de 2,80 metros não se transforma em uma segunda fileira tão espaçosa quanto a carroceria sugere, embora a largura permita acomodar três passageiros, o piso seja plano e os ocupantes de trás tenham saídas de ar, entradas USB-C e USB-A, além de aquecimento e ventilação dos bancos.

O Denza B5 tem bancos dianteiros com massagem, aquecimento e ventilação, mas atrás, apesar do piso plano e do ar-condicionado, passageiros altos podem ficar apertados nas viagens.

O porta-malas oferece 470 litros, capacidade suficiente para acomodar bagagens de uma viagem, mas que não acompanha a impressão de espaço transmitida pelo tamanho externo do veículo, especialmente quando cinco pessoas precisam transportar malas grandes e outros objetos ao mesmo tempo.

O Denza B5 oferece porta-malas de 470 litros, volume modesto para um SUV de quase cinco metros; em viagens com cinco ocupantes, acomodar malas grandes pode exigir alguma organização.

Na frente, a história é outra, com bancos de regulagem elétrica, memória, massagem, aquecimento e ventilação, volante com ajustes de altura e profundidade, ar-condicionado digital automático de duas zonas e um teto solar grande que abre até a metade, enquanto o acabamento reúne couro, materiais macios e detalhes em preto brilhante no painel, nas portas e no console.

A central multimídia de 15,6 polegadas divide a atenção com o quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e outra tela de 12,3 polegadas instalada diante do passageiro, que pode assistir a vídeos com o veículo parado, enquanto o retrovisor interno pode mostrar imagens de uma câmera e o sistema de visão 540 graus ajuda a enxergar obstáculos nas manobras.

A geladeira instalada abaixo do apoio de braço dianteiro comporta aproximadamente três garrafas de água de 500 ml, consegue resfriar bebidas entre 6 °C e -6 °C e também aquecer seu conteúdo até 50 °C, equipamento que pode ser usado para conservar bebidas durante uma viagem ou manter uma mamadeira aquecida.

Até os porta-copos receberam atenção especial, com fundo retrátil que permite ajustar a profundidade conforme o tamanho da embalagem, mas o esforço para instalar tantos recursos cobra seu preço no console central, onde dois carregadores de celular por indução, o seletor de marchas, botões e a geladeira deixam pouco espaço para carteira, chave e outros objetos.

Existe um compartimento inferior para guardar pertences, porém o acesso não é dos mais simples e as entradas USB-C dianteiras também ficam nessa região, exigindo que o motorista ou o passageiro procurem um espaço escondido justamente em um carro que oferece telas e comandos eletrônicos em abundância.

A segurança inclui 11 airbags na versão GS e um pacote de assistência ao motorista com alerta de ponto cego, frenagem automática de emergência, piloto automático adaptativo, reconhecimento de placas de trânsito, assistente de permanência em faixa e alerta de mudança involuntária, além de sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

Os faróis full LED com tecnologia Matrix completam o conjunto, enquanto os discos ventilados nas quatro rodas precisam lidar com um desafio que não aparece em fotografias de divulgação: parar mais de três toneladas depois de uma aceleração forte.

A 100 km/h, o Denza B5 GS precisou de 39,2 metros para ficar completamente parado, enquanto a frenagem a partir de 80 km/h exigiu 25,5 metros e a partir de 60 km/h consumiu 13,8 metros, números que mostram a importância de considerar o peso do veículo mesmo quando os motores entregam força suficiente para fazê-lo parecer muito mais leve.

O fabricante anuncia aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos, enquanto a medição em pista registrou cinco segundos, tempo que ganha outra dimensão quando colocado ao lado dos 3.055 kg e da carroceria alta, especialmente porque a retomada de 40 a 80 km/h levou 2,6 segundos, de 60 a 100 km/h exigiu 2,5 segundos e de 80 a 120 km/h terminou em quatro segundos.

Nos testes de aceleração, o SUV completou os primeiros 400 metros em 13,3 segundos e alcançou 1.000 metros em 25,2 segundos, passando pela última marca a 186 km/h, enquanto a medição de velocidade mostrou 97 km/h reais quando o painel indicava 100 km/h.

Os faróis full LED com tecnologia Matrix ajustam a iluminação para melhorar a visibilidade à noite, enquanto o desenho quadrado reforça o visual de jipe e combina com a carroceria alta.

Nas ruas, a posição elevada ajuda a enxergar o trânsito e a suspensão permite atravessar lombadas e valetas com maior distância da carroceria em relação ao chão, mas os quase dois metros de largura podem transformar uma vaga comum de shopping em um problema, mesmo quando as câmeras facilitam alinhar o carro entre as faixas.

Na estrada, a direção elétrica fica mais firme conforme a velocidade aumenta e responde aos comandos sem exigir esforço excessivo, mas a carroceria apresenta alguma inclinação nas curvas mais fechadas, resultado esperado de um veículo tão alto e pesado, o que lembra ao motorista que potência de carro esportivo não transforma um SUV de três toneladas em um esportivo baixo.

O estepe instalado na tampa traseira também exige atenção ao abrir o porta-malas e aumenta o trabalho quando precisa ser retirado para uma troca de pneu, uma consequência prática daquele visual de jipe tradicional que ajuda a distinguir o B5 de Audi Q5, Mercedes-Benz GLB, BMW X2 e Volvo XC60.

O mercado ainda receberá outros SUVs chineses de proposta próxima, como Jetour G700 e GWM Tank 400, com expectativa de preços entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, ampliando a disputa por compradores que procuram veículos grandes, eletrificados e equipados sem necessariamente escolher uma marca europeia.

Em agosto de 2026, o Denza B5 registrou quase 700 emplacamentos no Brasil, volume que mostra a presença do modelo em uma faixa de preço na qual a BYD ainda tenta construir o nome de sua marca de luxo, mas o resultado comercial não elimina as limitações de espaço traseiro, as dificuldades de estacionamento e a necessidade de conviver com o peso elevado.

O comprador leva um híbrido plug-in de 677 cv, tração integral, suspensão com ajuste de altura, autonomia elétrica homologada de 74 km, geladeira, bancos com massagem e uma longa lista de equipamentos por R$ 405 mil na versão GL ou R$ 449 mil na GS, mas também precisa aceitar que quase cinco metros de carro não garantem espaço proporcional para quem viaja atrás e que toda essa tecnologia ocupa lugar, acrescenta peso e exige atenção ao uso diário.

Denza B5 GS 2026: ficha técnica

Preço e motorização

  • Preço: R$ 449.000
  • Motor: 1.5 16V turbo, quatro cilindros em linha, injeção direta, gasolina + dois motores elétricos
  • Posição do motor: dianteiro, longitudinal
  • Potência combinada: 677 cv
  • Torque combinado: 77,5 kgfm
  • Câmbio: automático, uma marcha + elétrico
  • Tração: integral 4×4

Bateria e carregamento

  • Bateria: 31,8 kWh (LFP)
  • Autonomia elétrica: 74 km (Inmetro)
  • Carregamento máximo AC: 6 kW
  • Carregamento máximo DC: 100 kW

Suspensão, direção e freios

  • Direção: elétrica
  • Suspensão dianteira: independente, braços sobrepostos
  • Suspensão traseira: independente, braços sobrepostos
  • Freios dianteiros: discos ventilados
  • Freios traseiros: discos ventilados
  • Pneus: 275/55 R20

Capacidades e peso

  • Tanque de combustível: 83 litros
  • Porta-malas: 470 litros (fabricante)
  • Peso: 3.055 kg

Dimensões

  • Comprimento: 4,89 metros
  • Largura: 1,97 metro
  • Altura: 1,92 metro
  • Entre-eixos: 2,80 metros

Aceleração

  • 0 a 100 km/h: 4,8 segundos
  • 0 a 400 metros: 13,3 segundos
  • 0 a 1.000 metros: 25,2 segundos
  • Velocidade aos 1.000 metros: 186 km/h
  • Velocidade real a 100 km/h indicados: 97 km/h

Retomadas de velocidade

  • 40 a 80 km/h (Drive): 2,6 segundos
  • 60 a 100 km/h (Drive): 2,5 segundos
  • 80 a 120 km/h (Drive): 4 segundos

Frenagem

  • 100 a 0 km/h: 39,2 metros
  • 80 a 0 km/h: 25,5 metros
  • 60 a 0 km/h: 13,8 metros

Consumo e autonomia

  • Consumo urbano: 12,5 km/l
  • Consumo rodoviário: 9,4 km/l
  • Consumo médio: 10,9 km/l
  • Autonomia em estrada: 780 km

Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.

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