A Fiat finalmente confirmou o que muitos já esperavam: o Grande Panda será o sucessor do Argo no Brasil. No entanto, o hatch atual ainda terá uma sobrevida antes de dar espaço ao novo modelo. O anúncio veio diretamente do CEO global da marca, Olivier Francois, que ressaltou a importância desse lançamento para o mercado global da Fiat.
Pontos Principais:
O Grande Panda não será apenas um substituto local, mas um carro com ambição de presença global, algo que a Fiat não fazia desde o lançamento do Palio, em 1996. Esse modelo tem potencial para ocupar mercados da América Latina, Europa e até Ásia, seguindo a estratégia de carros acessíveis e de grande volume de vendas.
Enquanto isso, o Argo ainda receberá uma última atualização antes de sair de cena. Uma reestilização com novidades visuais, como faróis de LED, deve mantê-lo no mercado por mais algum tempo, garantindo que a Fiat continue competitiva no segmento de compactos até que a transição para o novo modelo seja concluída.
O Grande Panda foi concebido para substituir o antigo Fiat Panda na Europa e, ao mesmo tempo, atender à necessidade de um carro compacto acessível em mercados emergentes. Segundo Olivier Francois, o modelo será o primeiro carro global da Fiat desde a linha Palio.
A ideia é fazer com que o Grande Panda tenha uma presença ampla, como o Palio teve no passado. A linha 178, que originou o Palio, foi vendida em diversos países da América Latina, Europa Oriental, África do Sul e até na Ásia. Derivados do modelo chegaram a ser comercializados sob outras marcas, como Dodge, na Venezuela e México, Zotye, na China, e até uma versão norte-coreana, chamada Pyeonghwa Hwiparam.
Agora, com o Grande Panda, a Fiat quer repetir essa estratégia. O modelo deverá ser produzido em diferentes países, incluindo o Brasil, para atender a uma demanda global. Apesar de confirmado como substituto do Argo, ainda não há uma data exata para sua chegada ao mercado nacional.
As primeiras evidências da vinda do Grande Panda ao Brasil surgiram no fim de 2023, quando unidades do modelo foram flagradas no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Imagens revelaram dois veículos, um camuflado e outro na cor preta, o que indica que a Fiat já iniciou a fase de testes para adaptação do carro ao mercado brasileiro.
O Grande Panda será baseado na plataforma Smart Car da Stellantis, anteriormente chamada de CMP. Essa mesma arquitetura já é utilizada em modelos como Citroën C3 e Peugeot 208, o que facilita a produção e a padronização de componentes dentro do grupo automotivo.
O fato de a Fiat estar testando o modelo no Brasil reforça a intenção de produzi-lo localmente. A fabricação nacional pode garantir preços mais competitivos e maior adequação às exigências do consumidor brasileiro, além de evitar custos de importação.
O Grande Panda contará com a motorização 1.0 Firefly aspirada, já conhecida no Mobi, Argo e Peugeot 208. Esse motor flex tem potência de 75 cv e torque de 10,7 kgfm, sendo combinado a um câmbio manual de 5 marchas.
Para versões mais equipadas, a Fiat oferecerá a opção turbinada do mesmo motor, chamada de GSE ou T200. Esse propulsor pode entregar até 130 cv de potência quando abastecido com etanol e estará sempre associado a uma transmissão CVT com simulação de 7 marchas.
A escolha dessas motorizações segue a tendência do mercado de compactos, priorizando eficiência energética e custo de produção. A plataforma Smart Car também permite que, futuramente, o modelo possa receber versões eletrificadas, seguindo a estratégia de mobilidade sustentável da Stellantis.
Apesar da confirmação do Grande Panda como seu sucessor, o Fiat Argo ainda permanecerá no mercado por algum tempo. O modelo passará por uma última reestilização antes de encerrar seu ciclo de vida.
Entre as mudanças esperadas, estão a adoção de faróis de LED e outras melhorias estéticas para manter o carro atualizado até a chegada definitiva de seu substituto. Essa atualização já foi flagrada em testes, indicando que o lançamento da versão renovada pode acontecer nos próximos meses.
A Fiat pretende aproveitar ao máximo o Argo antes de retirá-lo de linha. O modelo segue relevante no mercado e ainda tem boa aceitação entre os consumidores, especialmente em versões de entrada.
O Grande Panda faz parte do plano de investimentos de R$ 30 bilhões da Stellantis no Brasil até 2030. Esse montante será utilizado para o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo sistemas híbridos flex e melhorias em motores já existentes.
A Stellantis pretende lançar 40 novos modelos nos próximos cinco anos e meio. A plataforma Smart Car, que servirá de base para o Grande Panda, será uma peça-chave nessa estratégia, permitindo a produção de veículos com diferentes configurações de motorização e níveis de tecnologia.
Com essa abordagem, a Fiat busca manter sua relevância no segmento de compactos, oferecendo produtos modernos e adaptáveis às diferentes demandas do mercado global.
Fonte: Stellantis, Motor1 e Otempo.