Fiat Pulse Abarth 2026 tem “botão Poison” que transforma desempenho e traz sensação de pista em um SUV compacto

Ao ativar o botão Poison, o Pulse Abarth 2026 libera mais potência, ronco esportivo e respostas rápidas, equilibrando o uso urbano com a pegada de autódromo.
Publicado por em Fiat dia
Fiat Pulse Abarth 2026 tem “botão Poison” que transforma desempenho e traz sensação de pista em um SUV compacto

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O botão Poison não é só mais um detalhe no painel do Fiat Pulse Abarth 2026. Ele é o tipo de recurso que parece ter saído direto de um filme de ação, aquele botão vermelho que promete transformar um carro comum em algo pronto para a pista. A Fiat apostou pesado no simbolismo: o nome Poison (veneno, em inglês) dá a ideia de que basta um toque para o SUV mudar completamente de personalidade.

Pontos Principais:

Na prática, esse comando substitui o antigo modo esportivo e vai além do marketing. Ao ser acionado, o Pulse Abarth responde com acelerações mais rápidas, ronco mais forte no escapamento duplo e até o câmbio automático decide segurar as marchas por mais tempo. É como se o carro dissesse: agora não sou mais urbano, sou de autódromo.

O botão Poison do Pulse Abarth 2026 não é apenas estético. Ele substitui o antigo modo esportivo e transforma motor, câmbio e escapamento com um simples toque.
O botão Poison do Pulse Abarth 2026 não é apenas estético. Ele substitui o antigo modo esportivo e transforma motor, câmbio e escapamento com um simples toque.

O motor 1.3 turbo de 185 cv é o mesmo, mas a calibração eletrônica deixa tudo mais nervoso. O fluxo de ar aumenta, o giro sobe mais fácil e a sensação ao volante é de que o carro ficou mais leve, mais solto. Quem testou em Interlagos viu a diferença no S do Senna ou no Bico de Pato, pontos onde a retomada rápida faz o motorista sentir que o SUV compacto virou um brinquedo de pista.

Só que esse veneno tem um porém: os freios. Apesar da suspensão recalibrada e do acerto esportivo, a Fiat manteve tambores nas rodas traseiras. Isso significa que, em frenagens mais pesadas, o Pulse Abarth não entrega tudo o que poderia. É o detalhe que lembra ao motorista que, por trás do Poison, ainda existe um SUV urbano.

A suspensão recalibrada e o câmbio automático que segura marchas tornam a experiência próxima à de um carro de pista, mesmo em um SUV compacto.
A suspensão recalibrada e o câmbio automático que segura marchas tornam a experiência próxima à de um carro de pista, mesmo em um SUV compacto.

O contraste é justamente a graça. Desliga o botão e o carro volta ao modo “gente como a gente”: confortável, silencioso, feito para encarar sem pressa o trânsito das cidades. Liga o Poison e o carro mostra uma versão menos educada de si, chamando atenção no ronco do motor e nas saídas rápidas de semáforo.

Esse tipo de recurso mostra como a Fiat entendeu o jogo da experiência. Mais do que potência bruta, o Poison oferece ao motorista a sensação de estar no controle de algo especial, algo exclusivo. É marketing, é engenharia e é também espetáculo — tudo comprimido em um simples botão.

Fonte: Fiat e Stellantis.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.