A Fiat revelou na Europa os novos Grizzly e Grizzly Fastback (Pulse e Fastback), dois SUVs que também serão lançados no Brasil e produzidos na fábrica de Betim, em Minas Gerais, como parte da renovação da linha nacional prevista para os próximos anos.
Os modelos serão apresentados ao público no Salão do Automóvel de Paris, marcado para outubro, e chegarão primeiro ao mercado europeu, a dupla também está confirmada para países da África, do Oriente Médio e para o Brasil, onde deverá estrear entre 2027 e 2028 pela Stellantis.
O Grizzly (conhecido como Pulse no Brasil) mede 4,4 metros de comprimento e foi desenvolvido para oferecer mais espaço interno em uma carroceria de tamanho intermediário, a Fiat ainda não detalhou todas as configurações, mas o modelo deverá contar com sete lugares distribuídos em três fileiras, no arranjo 2+3+2.
A carroceria tem portas traseiras largas, coluna C espessa, caixas de roda protegidas por molduras plásticas e lanternas formadas por pequenos elementos retangulares de LED, enquanto a cabine traz painel de linhas retas, central multimídia instalada acima do painel, quadro de instrumentos separado e console central de dois andares.
O interior ainda conta com compartimento inferior para objetos, acabamento preto brilhante, partida por botão, freio de estacionamento eletrônico e volante multifuncional semelhante ao usado no Grande Panda, modelo que também utiliza a nova linguagem visual da marca.
O Grizzly Fastback mede 4,5 metros e adota uma carroceria de SUV cupê, com teto inclinado na parte traseira, lanternas interligadas nas versões mais caras e elementos de LED instalados sobre uma área escurecida, o porta-malas comporta até 600 litros, capacidade próxima à oferecida pelo atual Fiat Fastback brasileiro.
A dianteira será compartilhada pelos dois modelos, com capô elevado, faróis retangulares divididos em seções, logotipo centralizado e para-choque com uma grande entrada de ar inferior, as principais diferenças ficarão concentradas na traseira, no espaço interno e no formato da carroceria.
Segundo a AutoEsporte, Grizzly e Grizzly Fastback usam a plataforma Smart Car, arquitetura da Stellantis preparada para receber diferentes tipos de motor, a Fiat confirmou versões híbridas leves e totalmente elétricas, com potência de até 145 cv, além de câmbios manual ou automático conforme a configuração e o mercado.
Nas versões híbridas vendidas na Europa, o sistema terá como base o motor 1.2 turbo de três cilindros a gasolina utilizado por outros carros da Stellantis, a marca ainda não confirmou quais conjuntos serão fabricados no Brasil, nem revelou preços, equipamentos ou autonomia das configurações elétricas.
No projeto brasileiro, o Grizzly é identificado internamente pelo código F2U, enquanto o Grizzly Fastback recebe o código F2X, os dois fazem parte do investimento de R$ 30 bilhões anunciado pela Stellantis para o país, plano que prevê dez veículos totalmente novos até 2030 e inclui a produção de modelos eletrificados em Betim.
“A Fiat não está apenas preparando substitutos maiores, está criando uma família mundial de SUVs sobre uma plataforma mais barata e flexível, o desafio será manter preço competitivo no Brasil quando motores híbridos, baterias e mais equipamentos entrarem na conta.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo