Jeep Renegade 2027 Híbrido: preço, equipamentos, consumo e desempenho
O Jeep Renegade MHEV chegou ao mercado brasileiro com um sistema híbrido leve de 48 volts, mas os testes mostram que a eletrificação trouxe pouca economia de combustível e nenhum ganho de desempenho. A tecnologia equipa as versões Longitude e Sahara, enquanto a Altitude mantém apenas o motor 1.3 turbo.

O preço do Renegade MHEV começa em R$ 158.690, bem acima dos R$ 129.990 da versão Altitude sem eletrificação. O conjunto usa o conhecido motor T270 1.3 turbo flex, com 176 cv e 27,5 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas. Um motor elétrico de 16 cv auxilia nas partidas, acelerações e retomadas, além de recuperar energia nas desacelerações, porém não consegue movimentar o SUV sozinho.
Economia urbana desaparece durante as viagens
Abastecido com gasolina, o Renegade MHEV alcançou 10,6 km/l na cidade, contra 10,3 km/l da configuração sem eletrificação. A vantagem de 0,3 km/l é pequena, embora o auxílio elétrico trabalhe com maior frequência no trânsito urbano.
Na estrada, o resultado foi pior, o MHEV registrou 13,2 km/l, enquanto o Renegade 1.3 turbo convencional chegou a 14,5 km/l. Em velocidade constante, o sistema elétrico participa pouco e o motor a combustão assume quase todo o trabalho.

Uma simulação com 15 mil quilômetros anuais da AutoEsporte, sendo 70% em percurso urbano e 30% rodoviário, calculou gasto de R$ 8.813 com o híbrido leve e R$ 8.802 com o modelo convencional. A diferença anual foi de R$ 11 contra o MHEV, considerando gasolina a R$ 6,62 por litro.
O sistema brasileiro é mais simples que o usado pelo Renegade europeu, no qual o motor elétrico consegue tracionar as rodas em manobras e pequenos deslocamentos. A Stellantis manteve no Brasil o câmbio automático de seis marchas, solução conhecida pelos consumidores, mas menos eficiente que a transmissão eletrificada oferecida na Europa.
Motor elétrico não melhora a aceleração
O Renegade MHEV acelerou de zero a 100 km/h em 8,9 segundos, quatro décimos atrás da versão convencional, que completou a prova em 8,5 segundos. Nas retomadas, o híbrido também perdeu por pequenas margens, com 4,6 segundos entre 60 e 100 km/h e 5,6 segundos entre 80 e 120 km/h.

Ao volante, as mudanças ficam concentradas nas partidas mais suaves e no funcionamento menos incômodo do start-stop. A direção continua direta, o câmbio responde bem nas retomadas e a suspensão independente nas quatro rodas mantém o bom controle da carroceria em ruas esburacadas.
Espaço interno continua limitado
O acabamento interno traz materiais agradáveis, painel digital e central multimídia de 10,1 polegadas, enquanto a versão Sahara acrescenta teto solar panorâmico, bancos com ajustes elétricos, carregador sem fio e ar-condicionado automático. Há ainda seis airbags, frenagem automática de emergência, monitor de ponto cego e assistente de permanência em faixa.

O porta-malas permanece com 320 litros e o banco traseiro tem espaço limitado, restrições ligadas ao projeto atual, cuja substituição por uma nova geração está prevista para 2027.
“O Renegade recebeu uma etiqueta híbrida, partidas mais educadas e uma conta de combustível praticamente igual, algo parecido com comprar um relógio novo para descobrir que o horário continua o mesmo.” – Opinião de Alan Corrêa, jornalista automotivo


































