Toyota Hilux 2020 a Diesel: Ela é econômica de verdade ou a fama é só marketing?

Quem compra uma Toyota Hilux 2020 a Diesel usada precisa saber que ela pode rodar cerca de 52 km com 5 litros, mas o consumo cai quase 30% quando a condução fica mais agressiva.
Publicado por em Fiat e Usados dia | Atualizado em

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

Pontos Principais:

  • Hilux 2020 2.8 turbodiesel percorreu 51,8 km com apenas 5 litros em ritmo constante.
  • Com acelerações mais fortes, os mesmos 5 litros renderam apenas 36 km.
  • A diferença entre os testes chega a cerca de 30% no rendimento.
  • O teste evidencia como o estilo de condução afeta a autonomia.

A Toyota Hilux 2020 2.8 turbodiesel é capaz de rodar 51,8 km com apenas 5 litros de diesel quando conduzida de forma suave, mas esse rendimento cai para 36 km quando o motorista exige mais do acelerador. A diferença ajuda a explicar por que o consumo da picape varia tanto de um condutor para outro e por que relatos sobre autonomia costumam ser tão distintos.

Como o teste foi feito do zero

Experimento prático comparou dois estilos de direção na Hilux 2020 2.8 turbodiesel e revelou diferença de quase 30% no rendimento usando o mesmo volume de diesel.
Experimento prático comparou dois estilos de direção na Hilux 2020 2.8 turbodiesel e revelou diferença de quase 30% no rendimento usando o mesmo volume de diesel.

O experimento partiu de uma situação simples e controlada. A caminhonete foi levada até a reserva, sem indicação de autonomia no painel. A partir desse ponto, foram adicionados exatamente 5 litros de diesel e iniciado o percurso. O objetivo era observar, na prática, como a Hilux se comporta em dois estilos de condução opostos, usando o mesmo volume de combustível e o mesmo veículo.

Primeiro cenário: ritmo constante na estrada

No primeiro trecho, a condução foi intencionalmente tranquila. A velocidade ficou entre 90 km/h e 100 km/h, com acelerações progressivas e ritmo constante. O motorista ajustou o computador de bordo para garantir a medição correta e seguiu como em uma viagem comum de estrada, sem pressa e sem retomadas bruscas.

Ao longo do trajeto, o motor trabalhou em rotações mais baixas, com respostas suaves e sem esforço excessivo. Ao final dessa etapa, o resultado foi de 51,8 km percorridos com os 5 litros, o que corresponde a um consumo médio de 10,4 km/l. Um número compatível com a proposta da caminhonete quando o ritmo é previsível.

Segundo cenário: aceleradas e retomadas frequentes

Na segunda parte do teste, o cenário mudou completamente. Mais 5 litros de diesel foram colocados no tanque e a condução passou a explorar o desempenho do motor 2.8 turbodiesel. Aceleradas mais fortes, retomadas rápidas e maior variação de velocidade passaram a fazer parte do trajeto.

A resposta da Toyota Hilux 2020 mudou na mesma proporção. O motor mostrou força de sobra, a velocidade subiu com facilidade e a condução ficou mais dinâmica. O consumo, no entanto, acompanhou essa mudança. Ao final do percurso, a picape havia rodado 36 km, o que representa uma média de 7,2 km/l.

O que os números revelam quando colocados lado a lado

A diferença entre os dois testes foi de 15,8 km para o mesmo volume de combustível. Em termos percentuais, a variação de rendimento chega a cerca de 30%. Em um tanque cheio, essa diferença pode representar dezenas de quilômetros a mais ou a menos de autonomia, dependendo apenas da forma como o motorista conduz a caminhonete.

Pontos que explicam a diferença

  • Rotações mais altas elevam o consumo.
  • Retomadas frequentes exigem mais diesel.
  • Velocidade constante favorece autonomia.

O que esse teste diz sobre a Hilux no dia a dia

Apesar da reputação de robustez e força, a Hilux responde de forma clara ao comportamento ao volante. Em ritmo constante, o consumo se mantém dentro do esperado para uma picape desse porte. Quando a exigência aumenta, o gasto acompanha. Estilo de direção importa.

Por que o resultado chama atenção mesmo fora do laboratório

O teste mostra que a Hilux entrega exatamente o que o motorista pede. Em ritmo constante, ela economiza. Com o pé pesado, o consumo sobe rápido e o impacto aparece no bolso.
O teste mostra que a Hilux entrega exatamente o que o motorista pede. Em ritmo constante, ela economiza. Com o pé pesado, o consumo sobe rápido e o impacto aparece no bolso.

Mesmo sem ambiente controlado, os números dialogam com os dados divulgados para a versão 2.8 turbodiesel em uso rodoviário. Mais do que confirmar informações técnicas, o teste traduz em quilômetros algo que muitos proprietários percebem com o tempo, mas raramente conseguem medir. Consumo muda com o pé.

Pablo Silva
Pablo Silva
Especialista em jornalismo automotivo, analisa carros com olhar técnico e paixão por motores. Produz reportagens exclusivas e detalhadas para o Carro.Blog.Br.