Dark Horse, filme no Youtube mostra detalhes do Ford Mustang mais próximo de um carro de competição no Brasil
O Ford Mustang Dark Horse começa a ser vendido no Brasil como a versão de rua mais próxima de um carro de competição da história do modelo, com motor 5.0 V8 Coyote de 507 cv, acerto de pista focado em autódromo e preço de R$ 649.000 em versão única. Ele se posiciona acima do Mustang GT e mira o entusiasta que quer desempenho de pista em um esportivo que continua homologado para uso diário nas ruas brasileiras.
A chegada do Dark Horse amplia a linhagem dos Mustangs especiais que marcaram época, como Shelby GT350, Boss 302, SVT Cobra R e Mach 1, agora oferecendo no Brasil um pacote que combina potência elevada, rigidez estrutural reforçada e foco claro no uso esportivo.
Motor e calibração exclusiva

A peça central é o V8 aspirado de quarta geração, uma versão especial do 5.0 Coyote. Ele entrega 507 cv a 7.250 rpm e 57,8 kgfm de torque a 4.900 rpm, com mais de 100 cv por litro e 80% do torque já disponível a apenas 2.500 rpm. Bielas forjadas e virabrequim herdados do Shelby GT500 aumentam a robustez interna e permitem calibração mais agressiva, aproveitando rotações altas com estabilidade.
O sistema de escapamento foi modulado para deixar o som do V8 mais encorpado, reforçando a experiência sensorial do carro. Além disso, o conjunto recebeu calibração exclusiva para o mercado brasileiro, considerando combustível com mistura de etanol e condições de rodagem do país.
Desempenho e câmbio de 10 marchas

Na prática, o Mustang Dark Horse acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e atinge 250 km/h, velocidade limitada eletronicamente. O V8 trabalha em conjunto com uma transmissão automática de dez marchas com trocas mais rápidas e inteligentes em uso esportivo. Pelas borboletas no volante, o motorista pode acionar reduções sequenciais mantendo a haste pressionada, recurso útil em frenagens fortes.
Acerto de chassi e suspensão

O chassi foi ajustado para acompanhar a entrega de potência. A distribuição de peso é de 55% na dianteira e 45% na traseira. A suspensão independente adaptativa MagneRide faz até 1.000 leituras por segundo para ajustar os amortecedores. Molas mais firmes, buchas rígidas e barra estabilizadora traseira sólida reduzem a rolagem da carroceria e tornam o comportamento mais preciso.
Freios e rodas dimensionados para pista
Os freios Brembo usam discos dianteiros flutuantes de 390 mm em duas peças, com pastilhas de alta performance, permitindo frenagens tardias com melhor dissipação de calor. Os discos traseiros têm 355 mm. As rodas exclusivas de 19×9,5” na dianteira e 19×10” na traseira, com pneus Pirelli PZero 255/40 e 275/40, ampliam a área de contato e deixam a direção mais direta em curvas rápidas.
O esportivo ainda conta com um sistema de detecção automática de buracos que enrijece a suspensão para proteger rodas e pneus em impactos fortes.
Comportamento em pista
A Ford afirma que o Dark Horse supera até o Mustang GT Performance em desempenho em autódromo. A rigidez estrutural e o acerto da suspensão deixam o carro mais direto nas mudanças de trajetória. Acima de 5.000 rpm, o V8 entrega sua potência plena, enquanto o diferencial Torsen com arrefecimento dedicado distribui torque com suavidade, garantindo tração mais cedo na saída de curvas.
Design e identidade visual

O visual reforça a proposta agressiva. A carroceria traz máscara negra envolvendo grade e faróis, faixas esportivas no capô e acabamentos escurecidos em retrovisores, spoiler traseiro e ponteiras de escapamento de 4,5”. O emblema Dark Horse, com o cavalo visto de frente, aparece em laterais, traseira e soleiras. O cavalo clássico escurecido permanece na grade.
No interior, bancos em couro e suede com costuras azuis, cintos azuis, volante com emblema escurecido e placa numerada criam um ambiente exclusivo. As cores disponíveis incluem Cinza Torres, Preto Astúrias, Branco Ártico, Vermelho Arizona, Azul Estoril e Azul Algarve.
Interior e tecnologia
A cabine segue o estilo cockpit. O painel de instrumentos digital de 12,4” é integrado à tela de 13,2” da central SYNC 4, que oferece conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, GPS embarcado e som premium B&O com 12 alto-falantes. Entre os itens de conforto, há bancos dianteiros com aquecimento e refrigeração, ar-condicionado dual zone, retrovisor interno eletrocrômico e retrovisores externos com rebatimento elétrico.
Modos de condução e Track Apps
Os modos Normal, Esportivo, Escorregadio, Pista e Pista Drag ajustam trocas de marcha, sensibilidade do acelerador, assistência da direção e ronco do escapamento, além do comportamento da suspensão e dos controles eletrônicos. O motorista também pode criar perfis personalizados e ajustar direção, suspensão e escapamento individualmente.
O sistema Track Apps adiciona funções como Drift Brake, Line Lock, cronômetros de volta, medição de força G e instrumentos auxiliares de temperatura e pressão.
Segurança e assistências

O pacote inclui sete airbags e sistemas como piloto automático adaptativo com Stop & Go, alerta de colisão com detecção de pedestres, frenagem autônoma dianteira e traseira, assistente de manutenção e centralização em faixa, assistente de manobras evasivas, farol alto automático, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, reconhecimento de placas e sensores e câmera traseiros.
Conectividade e serviços
O Mustang Dark Horse permite acesso remoto pelo FordPass e recebe atualizações over-the-air em mais de 20 módulos. Serviços como agendamento on-line, leva e traz, Guia 360 e Ford Concierge fazem parte da estratégia de pós-venda.
Preço, vendas e impacto no mercado

Segundo a Ford, o modelo chega como Mustang 2025 por R$ 649.000, sem cobrança adicional por cor. O valor pode variar conforme a tributação estadual. As entregas começam em agosto pela rede Ford.
No primeiro semestre de 2025, o Mustang somou 579 unidades vendidas, aproximando-se das 704 unidades de 2024. Desde 2018, já são 4.000 unidades comercializadas no país. Este é o primeiro ano com três versões simultâneas no Brasil, GT Performance, GT Performance Manual e Dark Horse, reforçando o papel do cupê como vitrine tecnológica da marca.


































