O Haval H10 apareceu na China com tamanho de carro de garagem grande, estepe pendurado na traseira e cabine cheia de tela, mas o que interessa mesmo é o recado da GWM: a marca quer um SUV topo de linha acima do H9, com mecânica híbrida plug-in, autonomia elétrica de até 180 km e espaço para cinco ou seis ocupantes.
O novo modelo muda o caminho em relação ao Haval H9, que usa construção de carroceria sobre chassi, já que o H10 adota estrutura monobloco sobre a arquitetura Global One, a mesma base usada pelo Wey V9X, com foco maior em conforto no uso familiar e urbano, mesmo mantendo a aparência quadrada de utilitário preparado para encarar estrada ruim e fora de estrada leve.
O desenho segue a cartilha do SUV grande que quer parecer robusto antes mesmo de ligar o motor, com frente alta, faróis retangulares, laterais retas, colunas escurecidas, tampa traseira com abertura lateral e estepe externo, enquanto o sensor LiDAR no teto deixa claro que a GWM também quer vender tecnologia junto com a imponência visual.
Nas medidas, o Haval H10 não brinca de ser compacto, a versão de cinco lugares tem 5,13 m de comprimento, 2,05 m de largura, 1,97 m de altura e 3,00 m de entre-eixos, enquanto a configuração de seis lugares chega a 5,29 m de comprimento, mantendo o mesmo espaço entre os eixos e reduzindo o ângulo de saída por causa da traseira mais longa.
A cabine segue a moda chinesa dos SUVs caros, com painel dominado por tela central flutuante, quadro de instrumentos digital, câmbio na coluna de direção e console mais livre para botões físicos, carregador por indução, porta-copos e uma geladeira embutida, além de uma tela no teto para quem viaja na segunda fileira.
O conjunto híbrido plug-in combina motor 1.5 turbo de 165 cv, câmbio DHT de quatro marchas e bateria LFP de 42,8 kWh, suficiente para rodar entre 176 km e 180 km no modo elétrico, segundo a fabricante, o que coloca o H10 naquele grupo de SUVs grandes que tentam fazer parte da rotina sem que o motor a combustão acorde toda hora.
A GWM também confirmou uma versão mais forte com motor 2.0 turbo de 235 cv, além de plataforma elétrica de 800V para recargas rápidas e recursos como o esterçamento diagonal, conhecido como crab-walk, que permite ao carro se mover de lado em manobras específicas, solução chamativa em um SUV de mais de cinco metros.
O lançamento chega em um momento delicado para a Haval na China, já que a marca emplacou 18.963 unidades em maio de 2026, queda de 45,8% sobre o mesmo mês do ano anterior, pressionada por concorrentes que avançaram rápido nos elétricos e híbridos, justamente o território onde a GWM agora tenta recuperar terreno.
Segundo o Carnewschina, os preços do Haval H10 ainda não foram divulgados, mas a base técnica compartilhada com o Wey V9X dá uma pista de posicionamento, já que o modelo de luxo estreou por 349.800 yuans, cerca de R$ 265.000 em conversão direta, e a tendência é que o novo SUV mantenha o nome H10 também fora da China quando a GWM iniciar a expansão internacional.