Jeep Compass a diesel é bom? Veja problemas comuns e consumo real em 2025
Pontos Principais:
- Motor turbodiesel prioriza torque em baixa e rodar confortável em estrada.
- Autonomia elevada favorece viagens longas e reduz paradas para abastecer.
- Conforto, tecnologia e pacote de segurança são pontos fortes no uso contínuo.
- Manutenção, seguro alto e atenção ao sistema de emissões aparecem como pontos negativos.
- Preço aproximado: R$ 250 mil.
O Jeep Compass a diesel é bom, sim, mas não é um carro para todo mundo. Ele faz sentido para quem roda muito, passa horas na estrada e valoriza conforto, autonomia e estabilidade acima de números esportivos ou custo baixo de manutenção. Quem entra nele esperando um SUV ágil de cidade costuma se frustrar. Quem entende a proposta costuma sair satisfeito.
A última versão a diesel disponível no Brasil foi o Jeep Compass Limited 2.0 Turbodiesel 2025, ele foi pensado para um uso mais racional e constante, daquele motorista que pega estrada toda semana, enfrenta serra, asfalto ruim, chuva e longos trechos sem parar. Ao volante, a sensação é de carro sólido, previsível e silencioso, que não exige esforço do motorista. Ele não pede pressa, pede constância. É um SUV que convida a dirigir por horas sem cansar.
Desempenho previsível, torque forte e rodar sem esforço

O ponto central está na mecânica. O Compass traz motor 2.0 turbodiesel de 170 cv com torque elevado disponível logo em baixa rotação, característica que muda completamente a experiência de uso. Não é preciso acelerar forte para o carro responder. Basta tocar no acelerador e ele avança com segurança, mesmo carregado ou em subida. Em ultrapassagens, o comportamento é previsível, sem trancos ou hesitação, algo que pesa muito para quem dirige em rodovias de pista simples.
O câmbio automático de nove marchas trabalha de forma discreta, sempre priorizando suavidade. As trocas quase não são percebidas e o conjunto passa uma sensação constante de controle. A tração integral sob demanda entra em ação quando necessário, sem intervenção brusca, ajudando em pisos molhados, terra ou em situações de baixa aderência. O desempenho acompanha essa proposta, com aceleração de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos, número honesto para um SUV pesado e focado em conforto.
Consumo real e autonomia que mudam a rotina de quem viaja
É no consumo que o Compass a diesel começa a se diferenciar de verdade. Ele entrega consumo que varia entre 10,6 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada, algo difícil de encontrar hoje em um SUV médio automático com tração integral. Esse rendimento permite uma autonomia rodoviária superior a 800 km sem reabastecer, característica que muda a forma de viajar. Menos paradas, menos preocupação com postos e mais tempo rodando, algo que quem viaja muito aprende a valorizar rápido.
Essa autonomia também impacta o planejamento de viagens longas, principalmente em regiões onde postos são mais espaçados. O carro permite rodar centenas de quilômetros sem aquela ansiedade constante de buscar combustível, algo que poucos SUVs do segmento conseguem oferecer hoje.
Interior confortável, tecnologia útil e facilidade no dia a dia
Dentro do carro, o clima é de conforto e silêncio. O interior tem bom espaço para cinco ocupantes, bancos confortáveis e posição de dirigir elevada, que ajuda tanto na cidade quanto na estrada. O isolamento acústico filtra bem o barulho externo e o rodar é estável, mesmo em pisos irregulares. Em longas viagens, isso faz diferença real no cansaço do motorista e dos passageiros.
A tecnologia embarcada conversa bem com essa proposta. O modelo oferece conjunto tecnológico com central multimídia completa, conectividade sem fio e carregador por indução, facilitando a rotina sem exageros. Nos sistemas de segurança, há assistências avançadas à condução como frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e assistentes de permanência em faixa, recursos que não chamam atenção no dia a dia, mas fazem diferença após algumas horas ao volante.
Custos, pontos de atenção e o que os donos comentam

Nem tudo são elogios, e os próprios donos deixam isso claro. O Compass a diesel tem manutenção mais cara, seguro elevado e exige atenção com o sistema de emissões, especialmente o uso correto do ARLA. Também não é um carro leve nem ágil no trânsito urbano pesado, e o porta-malas apenas mediano pode incomodar quem viaja sempre com muita bagagem. São pontos que não aparecem no primeiro test drive, mas surgem com o uso contínuo.
Ainda assim, a avaliação geral de quem convive com o carro é positiva. Donos costumam elogiar o conforto em viagens longas, a sensação de segurança, a estabilidade em alta velocidade e a tranquilidade de rodar centenas de quilômetros sem parar. O Compass a diesel não tenta ser tudo ao mesmo tempo. Ele escolhe bem o seu papel.
Para quem o Jeep Compass a diesel realmente faz sentido

No fim das contas, o Jeep Compass a diesel é bom para quem entende sua proposta e usa o carro como ele foi pensado. Serve para o dia a dia urbano, mas brilha mesmo na estrada, em viagens longas e no uso constante. Não é o mais barato, nem o mais rápido, mas entrega conforto, autonomia e segurança de forma coerente. Para quem roda muito, isso vale mais do que qualquer ficha fria.
Fim do Jeep Compass a diesel mostra como o brasileiro abandonou SUVs desse tipo
O Jeep Compass a diesel saiu oficialmente de linha no Brasil após perder relevância comercial e espaço dentro da própria gama da marca. O que antes foi uma escolha forte entre SUVs médios hoje não faz mais sentido para o mercado brasileiro, que migrou para opções mais potentes a gasolina e abandonou o diesel nesse segmento.
Segundo a QuatroRodas, a decisão ocorre após a linha 2025 manter apenas o Jeep Compass Limited TD350 turbodiesel como única opção a diesel, com preço elevado e vendas residuais. O antigo motor 2.0 turbodiesel Multijet perdeu competitividade quando o Compass passou a oferecer o motor 1.3 turboflex mais moderno e, principalmente, o motor Hurricane 2.0 turbo a gasolina de 272 cv, que entrega mais desempenho com a mesma tração integral e câmbio automático de nove marchas. O resultado foi a queda brusca do interesse pelo diesel, que já representou 33% das vendas do modelo no passado.
Segundo a Jeep, a versão diesel passou a responder por apenas 3% dos emplacamentos mensais do Compass, algo em torno de 125 unidades por mês. O aumento do preço do diesel, a mudança no perfil do consumidor e a estratégia da Stellantis de concentrar motores diesel em modelos maiores explicam o fim da opção. Com isso, o Jeep Commander se torna o único SUV da marca com motor a diesel à venda no Brasil, enquanto o motor 2.0 Multijet deixa o mercado nacional após quase 10 anos, permanecendo apenas em veículos destinados à exportação.


































