A poucos meses de iniciar uma nova etapa de sua trajetória internacional, o Leapmotor C10 acaba de passar por uma atualização que muda significativamente seu posicionamento. O SUV médio da marca chinesa, que integra a estratégia global da Stellantis, ficou mais potente, mais eficiente e tecnologicamente mais avançado justamente antes de sua esperada chegada ao mercado brasileiro.
O destaque está na versão híbrida com extensor de autonomia. Nesse sistema, o motor 1.5 continua funcionando apenas como gerador de energia, enquanto a movimentação do veículo permanece totalmente sob responsabilidade do conjunto elétrico. A potência chega a 272 cv, mas o dado que mais chama atenção é outro: a autonomia em modo elétrico saltou de 140 km para 290 km no ciclo chinês.
Essa evolução muda a forma como o veículo pode ser utilizado. Em trajetos urbanos, muitos motoristas poderiam passar dias utilizando apenas energia elétrica antes de depender do sistema gerador. Somando todas as fontes de energia disponíveis, a autonomia combinada agora alcança 1.300 km segundo os padrões adotados na China.
A atualização não ficou restrita ao conjunto híbrido. A versão totalmente elétrica também avançou em desempenho e alcance.
O visual recebeu ajustes discretos, mas perceptíveis. A dianteira ganhou nova assinatura luminosa, grade ativa revisada e faróis reposicionados. Na traseira, a marca optou por preservar a identidade já conhecida do modelo, mantendo as lanternas finas unidas por uma faixa iluminada.
As mudanças ficam ainda mais evidentes no interior. O ambiente passou a priorizar acabamento em tom marrom arenito e uma aparência mais limpa graças às saídas de ventilação ocultas.
| Equipamento | Destaque |
|---|---|
| Head-Up Display | Informações projetadas no para-brisa |
| Painel digital | Tela de 8,8 polegadas |
| Central multimídia | Tela de 17,3 polegadas |
| LiDAR | Assistência avançada de condução |
Na China, o novo C10 é vendido entre US$ 18.500 e US$ 21.000. Enquanto isso, os planos para o Brasil seguem avançando. A expectativa é que o SUV seja montado inicialmente em regime SKD no Polo Industrial de Goiana, em Pernambuco, antes de uma futura evolução para CKD, ampliando a participação nacional no processo produtivo.