Picape híbrida da Nissan pode chegar no Brasil em breve, Frontier PHEV e N7 indicam nova estratégia da marca
A Nissan prepara uma nova etapa em sua estratégia global e aposta na integração de projetos desenvolvidos na China. O sedã elétrico N7 e a picape Frontier PHEV foram confirmados em estudo para mercados emergentes, incluindo o Brasil. O movimento busca unir custo competitivo e tecnologia de ponta, repetindo a fórmula de sucesso da parceria entre Nissan e Dongfeng.
Pontos Principais:
- Nissan estuda trazer ao Brasil o sedã elétrico N7 e a picape híbrida Frontier PHEV.
- O N7 mede 4,93 m, tem 507 litros de porta-malas e interior de padrão premium.
- A Frontier PHEV entrega 410 cv, tração integral e até 135 km de autonomia elétrica.
- Os dois modelos serão fabricados na China e podem chegar ao Brasil após 2027.
O N7 representa o lado mais ambicioso da eletrificação japonesa. Com 4,93 metros de comprimento e 2,91 metros de entre-eixos, o modelo se posiciona acima do Sentra e mira consumidores que desejam conforto e autonomia em um sedã elétrico. O design combina superfícies limpas e assinatura luminosa de LED contínua, com proporções equilibradas e aparência sofisticada.

Por dentro, o N7 impressiona pelo acabamento e pelo foco em tecnologia. A central multimídia de 15,5 polegadas domina o painel, acompanhada de materiais nobres e comandos sensíveis ao toque. O porta-malas de 507 litros reforça o caráter prático do carro, que adota o padrão premium típico dos elétricos chineses. Apesar dos testes já registrados no Brasil, a marca ainda avalia o momento certo para lançar o sedã por aqui.
O preço será decisivo. O N7 tende a disputar espaço com BYD Seal, GWM Ora 07 e Tesla Model 3, todos na faixa dos 200 mil reais. A Nissan enxerga vantagem na reputação de modelos como Versa e Sentra, que podem servir de ponte para consolidar a aceitação do novo elétrico no mercado local. A ideia é posicionar o sedã como uma opção racional, com tecnologia de ponta, mas sem luxo excessivo.

Enquanto isso, a Frontier PHEV avança como alternativa híbrida plug-in de alto desempenho. O projeto nasceu da Dongfeng V9, mas foi redesenhado pela engenharia da Nissan. O conjunto mecânico combina motor 1.5 turbo de quatro cilindros com unidade elétrica integrada à transmissão. O resultado são 410 cv e 81,5 kgfm, tração integral e autonomia elétrica de até 135 km no ciclo chinês.
A picape reforça a ambição da marca de equilibrar robustez e eficiência. Com capacidade de reboque de 3.500 kg e torque imediato, a Frontier híbrida pode substituir versões a combustão em mercados com restrições fiscais. Sua produção na China permitirá preços mais competitivos, mesmo com o câmbio desfavorável. O plano inclui distribuir o modelo para América do Sul e México a partir de 2027.
A Nissan busca com esses dois projetos algo além da expansão de portfólio. A integração com a engenharia chinesa reduz custos de desenvolvimento e acelera o tempo de lançamento global. Para o consumidor brasileiro, a marca sinaliza o início de uma nova fase, com produtos de alta tecnologia adaptados ao cenário de transição energética.
Fonte: Nissan, UOL e Carnewschina.


































