Novo Suzuki Vitara elétrico volta ao Brasil em 2026 prometendo 424 km de autonomia e pronto para encarar o Volvo EX30
O Suzuki Vitara volta ao Brasil em 2026 com a missão de recolocar a marca no mapa depois de um 2025 esvaziado, sem nenhum zero quilômetro disponível. O anúncio feito no Salão do Automóvel de 2025 mostrou que a Suzuki quer retomar espaço com um SUV elétrico que entra direto na zona de preço onde o Volvo EX30 hoje reina. São 424 km de autonomia no ciclo WLTP e recarga de 10 a 80% em cerca de 25 minutos, números que colocam o Vitara no padrão que o segmento passou a exigir.

A marca ficou tempo demais fora do radar e agora tenta voltar com um produto que, ao menos no papel, conversa bem com o público que migrou para os elétricos compactos. O SUV cresceu, ganhou proporções mais coerentes e deixou claro que não é um remendo do passado. Ele foi desenvolvido sobre uma base já preparada para eletrificação e assistentes de condução mais avançados, algo que faltava nos Suzuki anteriores.
Entrada na disputa
A briga é direta e sem margem para erro. O EX30 definiu a referência na faixa dos 250 mil reais e, quem chega agora, precisa entregar um pacote completo. O Vitara tenta equilibrar espaço interno, eficiência e equipamentos. Mas encara um obstáculo que não aparece na ficha técnica, a necessidade de reconquistar consumidores que, em 2025, simplesmente não tinham um Suzuki para considerar.
Mesmo assim, o modelo parte com argumentos práticos. O porta-malas de 562 litros, somado ao entre-eixos de 2,70 metros, melhora a usabilidade no dia a dia. É o tipo de benefício que pesa mais que uma tabela com dezenas de itens, porque impacta diretamente na rotina de quem usa o carro com família e bagagem.
Interior e sensação de avanço
O interior não tenta resgatar nada do Vitara antigo. Ele troca os plásticos rígidos por materiais mais agradáveis, melhora a montagem e aposta em uma proposta mais adulta. As telas de 10 polegadas, a câmera 360 graus e o carregador por indução criam uma cabine moderna, com ergonomia mais lógica que a da geração passada. Dá para perceber que a Suzuki observou o mercado enquanto esteve fora de jogo.
Desempenho e eficiência
Segundo a QuatroRodas, o motor dianteiro entrega 174 cv e 19,6 kgfm, suficientes para levar o SUV de 0 a 100 km/h em cerca de 8,7 segundos. A bateria de 61 kWh sustenta os 424 km declarados no ciclo WLTP, valor compatível com a categoria. Mas é a recarga rápida, que vai de 10 a 80% em aproximadamente 25 minutos, que realmente muda a experiência. Ela reduz a dependência de longas paradas e torna viagens possíveis sem roteiro rígido.
Segurança e recursos de condução
O pacote de segurança inclui frenagem autônoma, alerta de colisão, manutenção de faixa, leitura de placas, ponto cego, tráfego cruzado e piloto automático adaptativo com stop and go. São seis airbags e os controles eletrônicos essenciais para o segmento. A Suzuki finalmente apresenta um conjunto competitivo também nessa área, algo que anteriormente ficava aquém dos rivais.
O teste que importa
Se o cronograma for respeitado e as vendas começarem em 2026, o Vitara elétrico se torna o carro responsável por medir se a Suzuki ainda tem espaço para crescer no Brasil. O produto está mais maduro, a autonomia é consistente e o pacote de segurança acompanha o mercado. Agora, a reação do público e a capacidade da rede dirão se esse retorno será sólido ou apenas um ensaio para algo maior.


































