Renault Duster 2026: REVELADO; esse deve ser o novo visual do SUV no Brasil
O Renault Duster, que chegou ao Brasil no início da década de 2010, permanece até hoje sem uma troca de geração completa. O modelo nacional passou apenas por uma reestilização profunda em 2020, o que lhe deu sobrevida, mas ainda mantém a base estrutural do lançamento original, a antiga plataforma A0 dos anos 2000.
Pontos Principais:
- Novo Renault Duster europeu usa plataforma CMF-B moderna.
- Modelos em teste no Brasil podem indicar futura adaptação.
- Motorização inclui opções híbridas e até versão com GNV.
- Interior tem painel digital, multimídia de 10″ e assistências.
- Dimensões quase iguais ao modelo brasileiro atual.
- Futuro no mercado nacional segue indefinido.
Enquanto isso, na Europa, o cenário é completamente diferente. A Dacia, divisão romena da Renault, liderou o desenvolvimento de uma nova geração do Duster, lançada oficialmente no fim de 2023. Esse modelo utiliza a moderna plataforma modular CMF-B, a mesma empregada no Nissan Kicks, e combina design atualizado com opções de motorização híbrida.

A estética da nova geração se distancia bastante do carro ainda vendido no Brasil. O Duster europeu adota linhas retas, carroceria mais quadrada e proporções robustas. Curiosamente, suas dimensões praticamente não mudaram em relação ao modelo atual nacional: o comprimento caiu de 4,38 metros para 4,35 metros, o entre-eixos reduziu de 2,67 para 2,66 metros, e o porta-malas manteve a generosidade, com 472 litros contra 475 do brasileiro.
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As maiores evoluções estão na parte mecânica. O novo Duster conta com motorizações que combinam combustão e eletricidade. A gama inclui um 1.0 turbo de 100 cv, um 1.2 turbo híbrido-leve de 48 volts com 130 cv e um 1.6 híbrido pleno com pouco mais de 140 cv. Essa última opção é a única equipada com transmissão automática, enquanto as demais usam câmbio manual de seis marchas. Em algumas versões, há até oferta de GNV de fábrica, chamado na Europa de “LPG”.
Outro salto importante está no conjunto de suspensões, com a inédita adoção de eixo traseiro multilink nas variantes 4×4, recurso que proporciona maior refinamento dinâmico. Esse tipo de equipamento ainda é raro no segmento de SUVs compactos vendidos no Brasil. Apesar disso, não está claro se tais configurações serão mantidas caso o modelo seja adaptado ao mercado local.
O interior do novo Duster também mostra avanços significativos. O painel de instrumentos é totalmente digital, acompanhado por central multimídia de 10 polegadas e sistema de som Arkamys 3D. As versões mais completas oferecem rodas aro 18, bancos com forração lavável e um pacote abrangente de assistências de condução, incluindo alerta de colisão, frenagem autônoma de emergência, monitor de ponto cego e assistente ativo de faixa. O piloto automático adaptativo, no entanto, segue ausente.
No entanto, o futuro dessa geração no Brasil ainda é incerto. A Renault tem dado sinais de que pretende criar modelos próprios para o mercado nacional a partir das bases desenvolvidas pela Dacia. O Kardian, derivado do Stepway, e o Boreal, que nasceu do projeto Bigster, já seguiram essa lógica. Por isso, não está descartado que os protótipos flagrados em testes sirvam apenas como estudo ou base tecnológica para um SUV mais “abrasileirado”, que substitua ou complemente a atual linha de compactos da marca.
Fonte: Dacia, QuatroRodas e Motorshow.


































