Renault e Geely unem forças para produzir SUVs elétricos e híbridos na América Latina com foco no Brasil
A Renault e a Geely estão fortalecendo sua aliança para desenvolver e lançar uma nova linha de SUVs eletrificados na América Latina, com atenção especial ao Brasil. A fabricante francesa utilizará a plataforma GEA, derivada da arquitetura SEA da Geely, já presente em modelos como o Volvo EX30 e o Zeekr X. Essa base modular é capaz de atender diferentes tipos de carroceria e tamanhos, maximizando o espaço interno e permitindo múltiplas opções de motorização.
Pontos Principais:
- Renault usará plataforma GEA da Geely para SUVs elétricos e híbridos.
- Parceria mira competir com a expansão da BYD na América Latina.
- Produção no Brasil está em análise para São José dos Pinhais (PR).
- Geely EX5 já é vendido em 23 concessionárias brasileiras.
Os modelos previstos serão exclusivamente SUVs elétricos e híbridos plug-in, com a Renault ficando responsável pelo desenvolvimento das carrocerias. A Geely fornecerá a arquitetura e o chassi, garantindo redução de custos e aproveitamento da tecnologia já consolidada. Essa estratégia visa acelerar a entrada no mercado e posicionar as marcas como alternativas diretas à expansão da BYD na região.

A parceria entre as duas empresas não é recente. Em 2022, elas já haviam iniciado colaboração na Coreia do Sul, resultando em projetos como o Grand Koleos híbrido, que deve chegar ao Brasil em 2026. Esse histórico reforça a confiança mútua e demonstra o potencial de integração industrial entre os dois grupos.
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No Brasil, a Geely começou sua operação de forma estratégica: 23 concessionárias espalhadas por 19 cidades passaram a vender o SUV elétrico EX5, com a Renault controlando a operação comercial. Apesar de manterem identidades de marca independentes, as duas atuam de forma coordenada para ampliar a presença no mercado.
A fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) está sendo considerada para a produção dos novos modelos elétricos e híbridos. Embora a decisão final ainda dependa de aprovações internas, o CEO Luiz Pedrucci já sinalizou que a viabilidade industrial está sendo analisada. Isso abre caminho para nacionalização e possível redução de preços.
A aliança também se conecta à joint-venture Horse, responsável pela produção de motores no Brasil, incluindo os 1.0 e 1.3 turbo que equipam modelos como Kardian e Duster. Essa base produtiva reforça a capacidade de atender diferentes mercados, ampliando a competitividade frente a rivais já consolidados.
Com a demanda por veículos sustentáveis em crescimento e a pressão por eletrificação acelerando, a Renault e a Geely buscam um posicionamento agressivo. A integração tecnológica e industrial pode redefinir o equilíbrio do setor, especialmente se a produção local se confirmar.
Fonte: Renault e AutoEsporte.


































