Conheça os tipos de pneus para carros de passeio e escolha o seu

Uma das grandes dúvidas em relação a veículos aparece quando o assunto é troca de pneus. Qual modelo utilizar? O que significam aquelas inscrições na lateral? O pneu para meu carro deve ter muitas ou poucas ranhuras? Um mundo de perguntas surge. Entenda um pouco mais sobre o assunto, que aqui está explicado para leigos.

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5 meses atrás
Conheça os tipos de pneus para carros de passeio e escolha o seu

Siga as instruções do Manual do Proprietário

Uma das primeiras instruções que todos os especialistas dão é: siga as instruções do Manual do Proprietário. Ali o condutor encontrará tudo que precisa saber sobre o veículo e inclusive sobre os pneus, como por exemplo a calibragem correta, intervalo para proceder com alinhamento e balanceamento.

Alguém perdeu muito tempo estudando para saber em quais condições o veículo roda melhor, gasta menos combustível e desgasta menos os pneus. Então, vamos tirar proveito disso e utilizar as informações contidas no manual.

“É na indicação do fabricante que constam a pressão correta, o controle periódico do alinhamento e do balanceamento e os tipos mais adequados”, explica o presidente-executivo da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, a ANIP, Alberto Mayer.

Tipos

Outra dúvida frequente é quanto aos tipos de pneu. Vemos carros que possuem sulcos enormes e grandes “dentes” de borracha, e outros que são quase lisos (especialmente em motos). Mas qual deles é melhor para meu veículo? A resposta é “depende”. Sim, depende sobretudo do tipo de uso predominante.

Vamos conhecer os tipos e o assunto ficará mais claro:

  • on-road (predominante em asfalto)
  • off-road (de utilização em estradas de terra e lama)
  • misto (ideal para os dois solos)

Aprenda o que significam as inscrições no pneu

Outra aparente incógnita é o que significa aquele código imenso na lateral do pneu, composto por uma série de informações. Um exemplo poderia ser a inscrição: 175/70 R 13 82 T. O que significam cada uma dessas informações?

  • O número “175” indica a largura nominal da secção dos pneus.
  • O “70” indica a série ou perfil do pneu, ou seja, a relação percentual entre altura e largura seccional. Quanto menor o número, menor a secção.
  • A letra “R” indica que a construção do pneu é radial.
  • O “13” indica o diâmetro do pneu, que deve sempre coincidir com o aro das rodas.
  • O “82” indica o índice de carga que o pneu pode suportar.
  • Por fim, a letra “T” indica a velocidade máxima a que o pneu pode ser submetido.

Mas como saber qual pneu meu carro precisa? Muito simples, todas essas informações muitas outras estarão descritas no Manual do Proprietário (por isso ele é tão importante). Se você perdeu o manual do seu veículo, não tem problema, no site oficial da montadora é possível baixá-lo em PDF ou consultar as especificações do seu modelo em concreto.

A composição ou estrutura do pneu

Também é interessante conhecer do que o pneu é feito, ou como sua estrutura é composta. Para isso, vamos indicar cada uma das camadas que compõe um pneu, de dentro para fora, para dar uma noção mais exata ao consumidor, que poderá constatar a importância de comprar um produto de qualidade e origem reconhecidas.

  • Capa de borracha sintética: funciona como a câmara de ar de antigamente
  • Carcaça: constituídas de lona de poliéster, nylon ou aço, e dispostas em ângulo reto. São elas que dão resistência ao pneu, para que ele suporte pressão, impactos e o próprio peso do veículo.
  • Talões: arames de aço de grande resistência que constituem a borda do pneu para mantê-lo fixado na roda.
  • Parede lateral: laterais da carcaça revestidas de borracha flexível e resistente à fadiga a que é colocado o pneu continuamente.
  • Lonas: feixe de cabos de aço muito finos e resistentes, cruzados em sentido cruzado (ou oblíquo) colados uns aos outros e formando triângulos indeformáveis.
  • Banda de rodagem: só depois de tudo isso vem a banda de rodagem – aquilo que vemos – a parte que fica realmente em contato com o solo. Elas possuem pequenos blocos separados por sulcos, propiciando uma boa aderência, tração, estabilidade e resistência à alta temperatura, abrasão e superaquecimento.

A banda de rodagem indica a utilização correta do pneu, se ele é feito para terreno on-road suas “bolachas” serão menores e os sulcos também, permitindo um contato mais completo com o solo, aumentando assim a estabilidade.

Se eles são para terreno off-road, que reúne as funções de tração, escavação e autolimpeza (expulsa a sujeira acumulada entre os “dentes” do pneu) para que o veículo “agarre” melhor ao solo.

Ainda existe um tipo de pneu misto, que fica no meio do caminho entre um e outro. Ele é bastante indicado para quem utiliza os dois tipos de terreno e também é muito bom para chuva, pois a água escoa melhor pelos sulcos, evitando o fenômeno da aquaplanagem.

Categoria “ecologicamente correta”: os pneus verdes

A indústria automobilística nacional estabeleceu, através do regime automotivo Inovar Auto, novas regras para controlar e diminuir a emissão de CO2. Com isso, as montadoras vão precisar modificar diversos elementos da concepção do veículo. Entre esses elementos estão os pneus, os quais podem fazer enorme diferença no que diz respeito ao consumo de combustível.

Dessa necessidade surgiram os chamados pneus verdes. Esses pneus são fabricados com o uso de materiais diferenciados e que proporcionam um atrito menor junto ao solo, ou seja, ele desliza melhor pelo asfalto, de modo que o veículo precisa de menos esforço ou impulso para fazê-los rodar. Consequentemente, esses mesmos veículos gastam menos combustível. Pode ser pouco para um único carro, mas se considerarmos a enorme multidão de veículos circulando continuamente, a diferença é astronômica. Vale lembrar: nunca rode com pneu careca!

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