Quais são os pontos negativos e o preço do Toyota Yaris Cross 2026?

Publicado por em Galeria dia | Atualizado em | Página 9/10
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O Toyota Yaris Cross 2026 entrega eficiência e conforto urbano, mas não é um projeto sem concessões. A principal delas aparece na segurança estrutural. O resultado de apenas duas estrelas no Latin NCAP pesa para um SUV lançado em 2026. A estrutura não é frágil, mas a proteção ao tórax e o desempenho em impacto lateral ficaram abaixo do padrão que hoje se espera no segmento, especialmente para quem transporta família.

Outro limite está no desempenho. O motor 1.5 aspirado com 122 cv cumpre a rotina urbana com suavidade, mas em rodovia, com o carro carregado, as retomadas exigem planejamento. No híbrido, o silêncio e a resposta inicial são agradáveis, porém a potência combinada de 111 cv não transmite sensação de sobra em ultrapassagens.

O acabamento interno é correto, bem montado, mas simples para a faixa de preço. Predominam plásticos rígidos e pouca sensação de refinamento visual, algo que alguns concorrentes já oferecem melhor na mesma categoria de valor.

O espaço traseiro é adequado para dois adultos e uma criança, mas três adultos viajam sem folga. O porta-malas, com 400 litros nas versões a combustão e 391 litros nas híbridas, resolve a vida urbana, porém não se destaca em viagens longas com bagagem cheia.

Por fim, o preço. Com valores entre R$ 161 mil e quase R$ 190 mil, o Yaris Cross entra em um território onde já existem SUVs maiores, mais potentes ou com melhor avaliação em segurança. A economia de combustível compensa no uso intenso, mas o investimento inicial é alto e o retorno vem no médio prazo.

Pontos positivos

  • Conjunto híbrido flex eficiente no trânsito urbano
  • Silêncio e suavidade em baixa velocidade
  • Boa posição de dirigir e conforto em congestionamentos
  • Pacote de tecnologia e assistentes de condução completo
  • Consumo baixo nas versões híbridas
  • Confiabilidade mecânica da marca

Pontos negativos

  • Nota baixa no Latin NCAP para um lançamento recente
  • Desempenho apenas correto em rodovia
  • Acabamento interno simples pelo preço cobrado
  • Espaço traseiro e porta-malas sem destaque no segmento
  • Preço elevado nas versões híbridas
  • Proposta exclusivamente urbana, sem versatilidade fora do asfalto

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.