Fim de uma era: Volkswagen encerra produção do motor VR6 após 34 anos de história

O icônico motor VR6 da Volkswagen, produzido por 34 anos e presente em quase 2 milhões de veículos, foi aposentado. Reconhecido pelo som único, potência e versatilidade, tornou-se símbolo da engenharia alemã e deixou legado entre fãs e colecionadores.
Publicado por em História e Volkswagen dia

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Poucos motores da indústria automobilística alcançaram o mesmo prestígio que o VR6 da Volkswagen. Lançado em 1991, ele nasceu de uma ideia ousada: unir potência de seis cilindros ao espaço reduzido típico de carros médios. O resultado foi um motor compacto, com arquitetura em “V estreito” de 15 graus, capaz de entregar desempenho sem exigir grandes adaptações na estrutura dos veículos.

Pontos Principais:

  • Volkswagen encerrou a produção do motor VR6 após 34 anos.
  • Mais de 2 milhões de veículos receberam o propulsor.
  • Som característico e desempenho marcaram gerações.
  • Fim motivado por normas ambientais e avanço da eletrificação.

Essa solução inovadora permitiu que modelos como Golf e Passat recebessem um motor de seis cilindros transversal, algo até então considerado impossível. A engenharia alemã conseguiu compactar força e versatilidade em um bloco que cabia no espaço de um motor quatro cilindros, abrindo caminho para uma nova categoria de esportividade acessível.

O motor VR6 nasceu em 1991 como solução compacta de seis cilindros. Sua arquitetura de 15° permitiu equipar Golf e Passat com desempenho de esportivos.
O motor VR6 nasceu em 1991 como solução compacta de seis cilindros. Sua arquitetura de 15° permitiu equipar Golf e Passat com desempenho de esportivos.

Logo nos primeiros testes, o VR6 conquistou admiradores não apenas pela potência, mas também pelo som inconfundível que saía do escapamento. Grave, metálico e encorpado, o ronco característico do motor se tornou sua assinatura. Para muitos entusiastas, tratava-se de um dos sons mais marcantes da indústria automotiva, rivalizando com motores esportivos de alto custo.

A versatilidade do VR6 ficou evidente na ampla gama de veículos que recebeu o propulsor. Do Golf GTI ao lendário Golf R32, passando pelo coupé Corrado, sedãs como Jetta e Passat, até SUVs como Touareg e Atlas. O motor também foi utilizado em modelos de outras marcas do grupo, incluindo Porsche Cayenne e Audi Q7. A capacidade de adaptação reforçou a genialidade do projeto.

Durante os anos 1990 e 2000, o VR6 consolidou-se como símbolo da Volkswagen. O ápice veio com o Golf R32 de 2003, equipado com 241 cv, tração integral 4Motion e uma proposta de desempenho que aproximava o hatch de modelos premium. Esse período marcou a consagração do motor como ícone para colecionadores e fãs da marca.

Apesar do sucesso, o VR6 não resistiu às novas exigências da indústria. Normas ambientais cada vez mais rígidas, a popularização de motores turbo de quatro cilindros mais eficientes e a transição para eletrificação decretaram o fim de sua produção. Em tempos de maior foco em eficiência energética, o motor concebido nos anos 80 tornou-se inviável de manter em linha.

Mesmo aposentado, o VR6 permanece vivo no imaginário de quem busca autenticidade mecânica. Clubs de entusiastas, preparadores e colecionadores ainda caçam blocos originais para projetos personalizados. Para muitos, ele não foi apenas um motor, mas um marco de engenharia que desafiou convenções e entregou emoção a milhões de motoristas.

Fonte: AutoEsporte e Wikipedia.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.