Renault Oroch: a picape de cabine dupla que tentou unir conforto de SUV e utilidade de trabalho, mas ficou no meio do caminho em 2026
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- 2. Fiat Argo: o hatch urbano que ainda faz sentido em 2026, mas já sente o peso da idade
- 3. Volkswagen Saveiro: a picape urbana que marcou época, mas ficou pequena diante do novo Brasil de SUVs e utilitários maiores
- 4. Suzuki Jimny Sierra: o último 4x4 raiz em tamanho compacto que resiste ao asfalto e às normas ambientais
- 5. Hyundai HB20S: o sedã compacto que ainda entrega conforto e espaço, mas perdeu espaço no desejo do público em 2026
A Renault Oroch chega a 2026 como um projeto que nasceu com uma boa ideia, mas que acabou espremido por um mercado que evoluiu rápido demais. Quando surgiu, a proposta era clara: oferecer quatro portas, posição elevada de dirigir, conforto de carro de passeio e uma caçamba capaz de levar carga leve no dia a dia. Para quem precisava de versatilidade, ela fazia sentido.
No uso urbano, a Oroch ainda agrada. A posição de dirigir é alta, a visibilidade é boa e o rodar é mais confortável que o de uma picape tradicional. Ela encara trânsito, valetas e ruas ruins com facilidade, sem o comportamento seco típico de modelos voltados exclusivamente ao trabalho. Para famílias que precisam de espaço e para quem mistura uso profissional e pessoal, isso sempre foi um diferencial.
A caçamba atende bem quem transporta ferramentas, compras grandes, bicicletas ou materiais de pequeno porte. Não é uma picape para carga pesada constante, mas resolve a rotina de autônomos, prestadores de serviço e quem vive entre cidade e estrada de terra. A cabine dupla permite levar passageiros com conforto razoável, algo que hatches e sedãs não oferecem.
Com o passar dos anos, porém, a Oroch ficou em uma zona desconfortável. Picapes compactas evoluíram em tecnologia, segurança e eficiência. Picapes médias ficaram mais acessíveis e muito mais completas. Ao mesmo tempo, SUVs ganharam força, assumindo o papel de carro familiar e de status que antes poderia ser dela.
Os motores entregam desempenho suficiente, mas não empolgam. O consumo é apenas correto para o porte e o peso. O acabamento é funcional, sem luxo, e a sensação geral é de um carro que cumpre tarefas, mas não desperta desejo. Falta aquele salto de modernidade que hoje o público espera ao investir nessa faixa de preço.
Em 2026, a Oroch passa a ser vista mais como uma alternativa racional de estoque do que como lançamento aspiracional. Ainda é útil, ainda é versátil, mas perdeu protagonismo em um mercado que se polarizou entre SUVs urbanos e picapes cada vez maiores e mais sofisticadas.
Ficha técnica resumida
- Categoria: picape compacta cabine dupla
- Motorização: 1.6 aspirado e 1.3 turbo flex
- Câmbio: manual ou automático CVT
- Tração: dianteira
- Consumo médio: cerca de 8 a 10 km/l na cidade e até 12 km/l na estrada
- Capacidade de carga: em torno de 650 kg
- Preço em 2026: a partir de R$ 110 mil
"A Oroch é versátil, confortável para a proposta e resolve a vida de quem mistura família e trabalho, mas ficou sem identidade num mercado que hoje exige ou sofisticação de SUV ou força de picape maior." - Opinião do Autor
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