BYD Dolphin 2026: O hatch de R$ 149 mil que resolve a falta de espaço (e de silêncio) do irmão menor

BYD Dolphin 2026: atch elétrico com R$ 149.990, autonomia de 291 km e aceleração que deixa 1.0 para trás.
Publicado por em Listas dia | Atualizado em | Página 3/5
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O BYD Dolphin ocupa o espaço que faltava entre o elétrico de entrada e o SUV compacto. Ele tem porte de hatch médio, rodar mais confortável e uma sensação de carro “de categoria acima” quando comparado ao Mini, sem dar o salto de preço para o mundo premium.

Na cidade, a resposta imediata do motor elétrico transforma arrancadas em algo natural e suave. Não há tranco, não há ruído, e o fluxo do trânsito fica mais fácil de acompanhar. Em avenidas e marginais, a estabilidade surpreende para um carro dessa faixa, com suspensão que filtra bem irregularidades e mantém a carroceria controlada.

A autonomia oficial de cerca de 291 km coloca o Dolphin em um patamar de tranquilidade para quem precisa encarar deslocamentos diários mais longos ou viagens curtas de fim de semana. A recarga noturna em casa segue sendo o cenário ideal, mas já há margem para usar eletropostos rápidos sem ansiedade constante.

Por dentro, o salto em relação ao Mini é claro. A central multimídia maior, o painel mais elaborado e os materiais melhor resolvidos criam um ambiente que conversa com quem vem de hatches médios a combustão. A posição de dirigir é correta, os bancos acomodam bem e o isolamento acústico reforça a sensação de rodar em algo mais sofisticado.

O pacote tecnológico agrada. Conectividade completa, assistências de condução e um nível de equipamentos que, em carros a combustão, costuma custar mais caro. O Dolphin se posiciona como o elétrico “equilibrado”, aquele que não é o mais barato, mas entrega o conjunto mais redondo.

O pós-venda ainda é o mesmo desafio da marca: crescimento rápido da frota e rede se ajustando. Há relatos de espera por peças e agendas cheias, algo que o comprador precisa considerar. Em segurança, a ausência de avaliação própria no Latin NCAP também deixa uma interrogação para quem prioriza estrelas no adesivo do vidro.

Mesmo assim, o Dolphin se firma como o elétrico que começa a substituir, de fato, o hatch médio tradicional. Ele oferece desempenho melhor que muitos 1.0 turbo, custo por quilômetro mais baixo e uma experiência de rodar que muda a percepção do que é “carro do dia a dia”.

Ficha técnica resumida

  • Motor elétrico dianteiro
  • Potência: cerca de 95 cv
  • Torque: aproximadamente 18 kgfm
  • 0 a 100 km/h: em torno de 10 s
  • Bateria: 44,9 kWh
  • Autonomia Inmetro: até 291 km
  • Tração: dianteira
  • Câmbio: automático, 1 marcha
  • Porta-malas: cerca de 345 litros
  • Preço: a partir de R$ 149.990

"Vejo o Dolphin como o elétrico que finalmente substitui o hatch médio a combustão: ele é silencioso, anda com mais vigor que um 1.0 turbo, tem bom espaço e tecnologia, roda a semana inteira sem drama de recarga, mas ainda exige confiar na estrutura de pós-venda e aceitar a falta de nota independente de segurança; é o meio-termo ideal entre o barato e o sofisticado" - Opinião do Autor

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Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.