Brasil registra venda recorde de motos e já projeta novo marco histórico
O Brasil atravessa um momento histórico para o setor de duas rodas. Entre janeiro e junho de 2025, mais de 1 milhão de motocicletas foram emplacadas, segundo a Fenabrave, marcando um crescimento de 10,33% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o mercado supere a marca inédita de 2 milhões de unidades vendidas até o fim do ano.
Pontos Principais:
- Mais de 1 milhão de motos vendidas no 1º semestre de 2025, com alta de 10,33%.
- Produção nacional ultrapassa 1 milhão de unidades, melhor resultado em 14 anos.
- Frota supera 35 milhões de motos, com crescimento de novos perfis de condutores.
- Desafios incluem aumento de acidentes e necessidade de políticas de segurança viária.
A indústria também vive seu melhor desempenho em mais de uma década. Dados da Abraciclo apontam para uma produção superior a 1 milhão de motos no primeiro semestre, com alta de 15,3% sobre 2024. Esse avanço é impulsionado por fatores econômicos, como o preço elevado dos automóveis, o custo crescente dos combustíveis e a necessidade de um transporte mais ágil e barato.

O transporte público, por sua vez, perde espaço. Estudos da NTU e da PNAD mostram queda constante no número de usuários e redução da cobertura e qualidade do serviço. Esse cenário incentiva a migração para veículos individuais, especialmente as motos, que oferecem mobilidade mais rápida e de menor custo inicial e de manutenção.
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A frota nacional ultrapassa 35 milhões de unidades, com aumento de 42% em uma década, acompanhada por um crescimento de 38,4% no número de condutores habilitados na categoria A. Esse movimento também revela a ascensão de novos perfis, como mulheres jovens, que já representam 33% das compras, e trabalhadores que veem na moto uma fonte de renda, seja no transporte de passageiros ou nas entregas por aplicativo.
O segmento de baixa cilindrada ainda domina, representando 79% do mercado, mas cresce o interesse por modelos médios e de uso recreativo. Motos mais potentes, com recursos tecnológicos e vocação para viagens, atraem consumidores que encaram o motociclismo como lazer e não apenas como meio de transporte diário.
Esse avanço, no entanto, impõe desafios significativos. O aumento no número de motociclistas está diretamente ligado ao crescimento das ocorrências de trânsito, muitas vezes fatais, sobrecarregando o sistema de saúde. Especialistas apontam que a segurança viária, a fiscalização mais rigorosa e campanhas de educação no trânsito são urgentes para reduzir riscos e criar um ambiente mais seguro.
Além das ações para coibir comportamentos perigosos, como excesso de velocidade e circulação irregular, especialistas defendem políticas que diminuam a dependência de transportes individuais. Essa abordagem, dizem, é fundamental para reduzir não apenas os acidentes, mas também congestionamentos e emissões de poluentes nas cidades.
Fonte: Mobilidade, iG e Otempo.


































