Busca por motos elétricas aumenta no Brasil; confira dicas para quem quer comprar uma
Ter uma moto elétrica pode parecer o futuro estacionado na sua garagem — e, em muitos aspectos, é mesmo. Silenciosa, econômica, livre de emissões e ainda te livra da ida constante ao posto de combustível. É quase como pilotar um celular gigante com rodas, mas que te leva pro trabalho. A primeira acelerada sem barulho é estranha, mas logo vira vício.
Pontos Principais:
- Emplacamentos de motos elétricas no Brasil dobraram no 1º trimestre de 2025.
- Foram licenciadas 3.452 unidades, frente às 1.686 registradas em 2024.
- A VMoto liderou as vendas com 1.984 unidades no período.
- Marcas tradicionais como Yamaha também ampliaram atuação no segmento.
Por outro lado, nem tudo é tão simples quanto apertar o botão “ligar”. A autonomia ainda pode ser um desafio para quem precisa rodar muito, especialmente fora dos grandes centros. Postos de recarga não estão em toda esquina e, dependendo do modelo, o tempo de recarga pode ser mais longo do que um café demorado. Se esquecer de carregar à noite, o dia seguinte pode começar com um empurrão.
Além disso, o preço de entrada ainda é mais salgado do que o de modelos a combustão similares. Embora compense com o tempo, a compra inicial exige planejamento. E a manutenção, apesar de simples, ainda depende de oficinas especializadas, o que nem sempre se encontra fácil. Em resumo: é como trocar o carro por uma bike elétrica — é moderno, prático, mas exige adaptação e paciência.
Vendas de motos elétricas dobram no Brasil no 1º trimestre de 2025

No primeiro trimestre de 2025, o número de motocicletas elétricas emplacadas no Brasil cresceu significativamente em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 3.452 unidades licenciadas segundo a Fenabrave. O volume representa uma alta de 104,74% na comparação com os três primeiros meses de 2024, quando foram vendidas 1.686 motos elétricas.
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A Fenabrave divulgou os dados consolidados de licenciamentos de motocicletas elétricas referentes ao primeiro trimestre de 2025. O número de 3.452 unidades representa o dobro do total de 2024 no mesmo período. Apesar da queda de 10,34% nas vendas em março em comparação com fevereiro, o desempenho mensal ainda foi 54,59% superior ao registrado em março do ano anterior.
Entre os fatores que contribuíram para esse crescimento estão a elevação dos preços dos combustíveis fósseis, a busca por opções de transporte com menor custo de operação e o aumento da preocupação ambiental entre consumidores. Além disso, a entrada de grandes fabricantes tradicionais no segmento tem contribuído para a maior aceitação das motos elétricas no país.
A presença de marcas como Yamaha, com modelos como a Neo’s (elétrica) e a Fluo Hybrid (híbrida), aumentou a visibilidade do segmento. A confiança do consumidor tende a crescer com a entrada de nomes reconhecidos, o que também estimula novos investimentos e o lançamento de modelos com diferentes faixas de preço e tecnologia.
A liderança de mercado no período ficou com a VMoto, que emplacou 1.984 unidades. Na sequência aparecem GCX (311), Shineray (171), Shansu (154) e Watts (153). A concentração das vendas em poucas marcas mostra que ainda há espaço para a entrada de novos concorrentes, o que pode contribuir para maior diversidade de modelos e queda de preços nos próximos anos.
A infraestrutura para recarga de baterias, ainda em desenvolvimento, segue como um dos principais desafios. No entanto, a ampliação da malha de pontos de recarga, somada a políticas públicas de incentivo, pode acelerar a adoção em diferentes regiões. A redução do custo de fabricação e possíveis isenções fiscais são apontadas como caminhos para popularizar as motos elétricas no Brasil.
20 dicas para quem pensa em comprar uma moto elétrica
- Avalie seu uso diário: Entenda se a moto será usada para trajetos curtos urbanos ou viagens longas. Autonomia é essencial nesse cálculo.
- Confira a autonomia real: A autonomia divulgada é em condições ideais. Verifique a autonomia com garupa, ladeiras e trânsito intenso.
- Pesquise o tempo de recarga: Modelos variam bastante: de 2h até mais de 8h em tomadas comuns. Veja se atende sua rotina.
- Entenda o tipo de bateria: As de íon-lítio são mais modernas, leves e duráveis. Fique atento se a bateria é removível ou fixa.
- Veja onde recarregar: Você pode carregar em casa, mas verifique se há eletropostos na sua cidade. Isso impacta sua mobilidade.
- Calcule o custo por quilômetro: Em média, rodar 100 km com moto elétrica custa menos de R$ 2. Compare com o gasto em gasolina.
- Verifique o valor do IPVA: Em muitos estados, motos elétricas são isentas ou têm desconto no IPVA. Informe-se na sua região.
- Simule o seguro: Algumas seguradoras já oferecem seguro para elétricas. Consulte antes de comprar para evitar surpresas.
- Considere a manutenção: Elétricas têm menos peças móveis, sem troca de óleo ou vela. Mas pneus, freios e suspensão exigem cuidados normais.
- Pesquise a marca e a rede de suporte: Prefira marcas com assistência técnica e peças disponíveis no Brasil. Fuja de marcas sem pós-venda confiável.
- Teste antes de comprar: Se possível, faça um test-ride. A entrega de torque e o silêncio são diferentes da moto a combustão.
- Fique atento ao peso e tamanho: Alguns modelos são pesados devido à bateria. Avalie se você se sente confortável e seguro pilotando.
- Verifique se a moto precisa de CNH: Modelos acima de 50 cc ou 4 kW exigem CNH categoria A. As de baixa potência podem não exigir habilitação.
- Considere o custo inicial mais alto: O preço de compra é maior que modelos a gasolina, mas o custo de uso e manutenção é menor no longo prazo.
- Planeje o descarte da bateria: Ela dura entre 4 a 8 anos. Veja se a fabricante tem plano de recolhimento ou reciclagem.
- Avalie os incentivos governamentais: Algumas cidades oferecem bônus ou facilidades para veículos elétricos, como vagas exclusivas.
- Cuidado com promessas exageradas: Desconfie de modelos que prometem 200 km de autonomia por preço muito abaixo da média.
- Use sempre carregadores originais: Carregadores genéricos podem danificar a bateria ou causar incêndios. Siga as recomendações do fabricante.
- Confira a conectividade: Alguns modelos têm apps, GPS integrado e até controle via smartphone. Veja se essas funções te interessam.
- Pense na revenda: A valorização ainda é instável. Compre um modelo com maior aceitação no mercado para facilitar a revenda futura.
Fonte: Fenabrave.


































