Imagine pegar um SUV elétrico familiar, daqueles feitos para levar as crianças na escola, ir ao supermercado e enfrentar o trânsito, e decidir que ele precisa de… mais potência. Muita mais potência. Tipo, potência suficiente para rebocar a Lua. A Chevrolet pensou exatamente isso, olhou para o Blazer EV e disse: “Sabe o que falta? Três motores elétricos, 1.318 cavalos e um chassi da NASCAR.” Porque, claramente, ninguém nunca pediu isso, mas agora que existe, todos nós queremos ver o que acontece quando aperta o acelerador.
Pontos Principais:
É como colocar uma armadura de cavaleiro medieval num corredor olímpico e mandar ele correr uma maratona: não faz o menor sentido, mas é impossível desviar o olhar. O Blazer EV.R parece ter sido criado numa reunião onde alguém jogou a palavra “moderação” pela janela e depois colou um imenso aerofólio de fibra de carbono no carro para garantir que, se o carro decolar, pelo menos o pouso vai ser interessante. E, claro, tudo isso com pneus que gritam de desespero a cada curva.
Mas calma, não é só um capricho insano de engenheiros em busca de emoção. O Blazer EV.R existe para testar o futuro das corridas, colocar baterias gigantes e motores elétricos no limite, e ver se, por acaso, eles pegam fogo. Brincadeira — eles só querem descobrir se é possível levar toda essa insanidade da pista para a rua sem que o motorista médio precise de um curso avançado de pilotagem… ou um exorcista.
A Chevrolet revelou um novo passo no desenvolvimento de veículos de competição ao apresentar o Blazer EV.R, um protótipo totalmente elétrico preparado para a NASCAR. A apresentação ocorreu antes da 67ª edição da Daytona 500, antecipando uma visão de futuro para a categoria, onde novas tecnologias são testadas e aplicadas. O modelo combina o chassi Next Gen da NASCAR com a carroceria do Blazer EV, resultando em um veículo elétrico de alta potência destinado aos testes em pista.
O Blazer EV.R conta com 1.318 cavalos de potência gerados por três motores elétricos de seis fases, capazes de atingir até 15.000 rpm. A energia vem de uma bateria de 78 kWh com resfriamento líquido. O projeto representa uma colaboração entre a General Motors, a NASCAR e outros parceiros, com foco no desenvolvimento de soluções que possam ser transferidas para veículos de produção. A proposta inclui a utilização de competições como ambiente para experimentação e aprimoramento de tecnologias.
Durante os testes realizados no Carolina Motorsports Park, o protótipo mostrou desempenho confiável em ritmo de corrida. O piloto Justin Allgaier, campeão da NASCAR Xfinity Series em 2024, participou ativamente do processo, destacando as mudanças na forma de pilotagem exigidas pelo carro elétrico. O desenvolvimento do Blazer EV.R reforça a busca por inovação e a conexão entre o automobilismo e os modelos destinados ao consumidor.
O projeto do Blazer EV.R foi baseado na plataforma Next Gen da NASCAR, utilizando o mesmo conjunto de suspensão e estrutura. Os três motores elétricos trabalham de forma integrada para oferecer potência nas quatro rodas, com o apoio de um sistema de tração integral programável. A bateria de 78 kWh é resfriada por líquido, garantindo estabilidade térmica durante o uso extremo em pista.
A equipe de engenharia da General Motors trabalhou em conjunto com o departamento de design para criar uma carroceria com base no Blazer EV SS, adaptando proporções mais largas e baixas. O protótipo recebeu novos elementos aerodinâmicos, como difusores dianteiros e traseiros e uma asa de fibra de carbono forjada. Esses ajustes permitem maior controle e estabilidade em alta velocidade, características importantes nas corridas da NASCAR.
Eric Warren, diretor executivo da divisão global de competições da GM, ressaltou que a marca pretende manter o uso da tecnologia V8 nas competições atuais, mas também explora outras possibilidades com veículos elétricos. O objetivo é transferir aprendizados obtidos nas pistas para os carros que chegarão às concessionárias no futuro.
Os testes do Blazer EV.R aconteceram no Carolina Motorsports Park, em Kershaw, Carolina do Sul. O protótipo completou voltas em ritmo de corrida, confirmando a confiabilidade do projeto desenvolvido pela Chevrolet em parceria com a NASCAR. O piloto Justin Allgaier foi responsável pelas avaliações em pista, trazendo feedback importante para os engenheiros.
Allgaier relatou mudanças na forma de pilotagem, já que não é possível ouvir o som do motor como nos carros a combustão. A percepção de velocidade passou a depender de outros fatores, como o ajuste da frenagem regenerativa e a entrada de curvas. Esse sistema de frenagem afeta o equilíbrio do carro, exigindo calibrações cuidadosas para evitar instabilidades.
Os números de desempenho não foram divulgados oficialmente. No entanto, com mais do dobro da potência do Blazer EV SS, que acelera de 0 a 60 mph em 3,4 segundos, estima-se que o Blazer EV.R seja capaz de resultados ainda mais rápidos. A proposta do protótipo é oferecer uma plataforma segura e de alto desempenho, preparada para condições extremas.
O Blazer EV.R foi apresentado oficialmente antes da realização da 67ª Daytona 500, reforçando o papel da Chevrolet como participante ativa no desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas ao automobilismo. Além do protótipo, a montadora confirmou a presença do Blazer EV SS como pace car da prova, com 615 cavalos de potência e capacidade de aceleração de 0 a 60 mph em 3,4 segundos, utilizando o modo Wide Open Watts.
A condução do pace car ficará a cargo do ator Alan Ritchson. Outras categorias da NASCAR também terão veículos da Chevrolet na função de pace car. O Corvette Stingray será o carro de apoio na corrida Xfinity Series United Rentals 300, enquanto a picape Chevrolet Silverado RST desempenhará o mesmo papel na Craftsman Truck Series Fresh From Florida 250.
A participação da Chevrolet em Daytona reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento de veículos de competição e a aplicação desses aprendizados nos modelos de produção. A presença do Blazer EV.R no evento marca o início de uma nova fase, em que o automobilismo serve como laboratório para tecnologias elétricas.
O desenvolvimento do Blazer EV.R envolveu colaboração direta entre os engenheiros da GM e o departamento de design, criando um veículo com linhas inspiradas no Blazer EV SS de produção, mas adaptado para competições. A carroceria foi redesenhada com foco em desempenho aerodinâmico, utilizando proporções mais largas e elementos de fibra de carbono para maior resistência e redução de peso.
Brandon Thomas, vice-presidente de design veicular da NASCAR, destacou o papel do projeto na busca por inovação e na adaptação de novas tecnologias à plataforma Next Gen. A iniciativa faz parte do esforço conjunto para que as montadoras continuem explorando soluções avançadas, oferecendo veículos que combinam desempenho e eficiência.
A Chevrolet, por meio desse projeto, demonstra o interesse em ampliar sua linha de veículos elétricos, mantendo a diversidade de oferta para o consumidor. Atualmente, a marca já conta com modelos a gasolina, diesel e elétricos, atendendo a diferentes perfis de usuários e ampliando sua presença em novos segmentos do mercado.
Com o lançamento do Blazer EV.R, a Chevrolet abre caminho para futuros desenvolvimentos na NASCAR, explorando o uso de veículos elétricos em competições tradicionais. A colaboração com a NASCAR e outras montadoras indica que novas etapas serão alcançadas, com possibilidades de testes em pista e participação em eventos especiais.
A General Motors continuará utilizando o automobilismo como ambiente para validar tecnologias e desenvolver soluções que possam ser aplicadas em seus veículos de linha. O objetivo é integrar os avanços obtidos nas corridas ao portfólio da marca, beneficiando consumidores que buscam desempenho, durabilidade e eficiência.
A expectativa é que, com a evolução de projetos como o Blazer EV.R, a NASCAR e as montadoras envolvidas passem a considerar novas categorias e formatos de competição, abrindo espaço para veículos elétricos em disputas de alto nível. A experiência adquirida permitirá aprimorar ainda mais o desempenho e a confiabilidade dos futuros modelos de produção.