Moraes revoga domiciliar de idosas do 8/1 após descumprimento de regras

Após desrespeitar as condições da prisão domiciliar, Iraci e Vildete retornam ao regime fechado. O STF determinou a revogação por violações repetidas, apesar de justificativas da defesa.
Publicado por em Brasil dia

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I.N e V.G, duas idosas de 72 e 74 anos, estavam vivendo a doce ilusão de uma prisão domiciliar mais tranquila, mas o STF fez questão de acabar com essa “vantagem”. As duas estavam envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e, em vez de cumprir as penas, passaram a transformar o regime mais brando em um verdadeiro spa. O Supremo, no entanto, não comprou a ideia e as mandou de volta para a prisão fechada, após reiteradas violações das regras.

Pontos principais:

  • Iraci e Vildete violaram repetidamente regras de prisão domiciliar.
  • Iraci violou a prisão mais de 900 vezes em 2025, incluindo saídas não autorizadas.
  • Vildete também descumpriu as regras, com pelo menos 20 violações registradas.
  • O STF revogou as prisões domiciliares e determinou o retorno ao regime fechado.

Iraci, por exemplo, não foi exatamente uma idosa que seguiu as orientações. Em 2025, ela conseguiu burlar o sistema mais de 900 vezes. Não era por problemas médicos ou por precisar de tratamento intensivo, mas sim porque estava ocupada saindo de casa, esquecendo de carregar a tornozeleira ou, de vez em quando, simplesmente deixando o GPS sem sinal. Uma das falhas mais hilárias aconteceu em 2 de junho, quando ela violou as regras 40 vezes no mesmo dia. Para quem pensou que prisão domiciliar seria sinônimo de tranquilidade, a realidade não foi bem assim.

A defesa das idosas tentou justificar as falhas alegando problemas técnicos nas tornozeleiras, mas o STF não aceitou a argumentação. O Supremo reitera a necessidade de respeitar as regras da prisão - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A defesa das idosas tentou justificar as falhas alegando problemas técnicos nas tornozeleiras, mas o STF não aceitou a argumentação. O Supremo reitera a necessidade de respeitar as regras da prisão – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O motivo para tantas saídas não autorizadas? Iraci estava “ocupada” com atividades como musculação, hidroginástica e pilates. Claro, a alegação de que essas atividades ajudavam na saúde de uma senhora de 72 anos até pode ter um fundo de verdade, mas o STF não se impressionou com essa “justificativa”. Para Moraes, a idosa estava apenas desrespeitando a pena imposta e ignorando os limites impostos pela Justiça. Resultado: voltou para o regime fechado, sem mais nem menos.

A defesa de Iraci tentou justificar as falhas, dizendo que elas eram provocadas por problemas técnicos nas tornozeleiras. A argumentação é de deixar qualquer um de cabelo em pé: como um erro técnico pode ser uma desculpa para sair de casa tantas vezes? A tentativa de minimizar as infrações não colou, e o STF simplesmente ignorou os apelos, considerando a situação como desrespeito aos termos da prisão domiciliar.

Vildete, por sua vez, não ficou muito atrás. Embora tivesse sido liberada para cumprir sua pena em casa devido a questões de saúde, ela também desrespeitou as condições da prisão, com pelo menos 20 descumprimentos registrados. Laudos médicos indicaram que ela estava em condições de permanecer em regime fechado, e foi isso que o STF determinou: a idosa teve sua prisão domiciliar revogada e retornou para a penitenciária.

O episódio revela uma coisa: o STF não está disposto a dar moleza para quem desrespeita as regras, não importa a idade. O que parecia ser uma fuga para atividades recreativas virou um pesadelo judicial. Iraci e Vildete aprenderam da pior maneira que a Justiça brasileira não faz vista grossa para o desrespeito.

Fonte: Metropoles e UOL.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.