Seguro Carta Verde é obrigatório para motos no Mercosul e tem regras específicas

O Seguro Carta Verde é obrigatório para quem viaja de moto ou carro pelos países do Mercosul. Ele cobre danos a terceiros, mas não protege o veículo do segurado nem passageiros. Valores variam de R$ 46 a R$ 499, conforme o período contratado.
Publicado por em Destinos dia

Siga o Carro.blog.br no Google e receba notícias automotivas exclusivas!

Viajar de moto para países vizinhos se tornou hábito cada vez mais frequente entre brasileiros, especialmente para destinos como Argentina, Uruguai e Paraguai. No entanto, antes de cruzar a fronteira, é preciso atenção a um detalhe que passa despercebido por muitos: a exigência do Seguro Carta Verde. O documento é obrigatório para todos os veículos brasileiros em circulação dentro do Mercosul e sua ausência pode gerar multas, apreensão e até a recusa de entrada no país.

Pontos Principais:

  • O Seguro Carta Verde é obrigatório para veículos brasileiros em circulação no Mercosul.
  • Ele cobre apenas danos pessoais e materiais a terceiros, não protegendo o veículo segurado.
  • Os valores variam entre R$ 46 e R$ 499, conforme o período de cobertura contratado.
  • A contratação deve ser feita antes da viagem para evitar multas e golpes em fronteiras.

Apesar de muitas vezes associado ao DPVAT, o Carta Verde funciona de maneira distinta. Ele não cobre o veículo do segurado nem eventuais despesas médicas do motorista ou passageiros. Seu foco é a responsabilidade civil contra terceiros, garantindo indenização em caso de danos materiais ou pessoais. O limite estabelecido é de até US$ 40 mil por pessoa em caso de morte ou ferimentos, com teto de US$ 200 mil por evento, e até US$ 20 mil por sinistro em prejuízos materiais, limitado a US$ 40 mil por ocorrência.

O Seguro Carta Verde é exigido para brasileiros que viajam de moto ou carro pelo Mercosul. Sem ele, não há circulação permitida em países vizinhos.
O Seguro Carta Verde é exigido para brasileiros que viajam de moto ou carro pelo Mercosul. Sem ele, não há circulação permitida em países vizinhos.

Essa característica explica por que o seguro não substitui nem o contrato da própria motocicleta, nem tampouco um seguro de viagem internacional. Especialistas em mobilidade ressaltam que quem deseja viajar sem surpresas deve ter todos os contratos em dia. O Carta Verde protege terceiros, mas quem está no banco da moto precisa contar com assistência específica para saúde, repatriação e outros custos que podem surgir no exterior.

Outro ponto relevante é a abrangência territorial. O documento vale apenas nos países que integram o Mercosul, excluída a Venezuela em algumas modalidades. Já para destinos como Chile, Peru ou Colômbia, há obrigatoriedade de outros seguros, como SOAPEX e SOAT. Muitos motociclistas se surpreendem ao descobrir que a exigência muda conforme o destino e recomendam se informar junto a consulados ou embaixadas antes de sair de casa.

O crescimento do turismo rodoviário ajuda a explicar a importância do tema. Em 2024, mais de 750 mil brasileiros desembarcaram em Buenos Aires, enquanto 278 mil optaram pelo Uruguai apenas nos primeiros meses de 2025. Essa movimentação impulsiona o aumento da procura pelo Carta Verde, já que o trajeto de moto ou carro exige a apresentação do documento na fronteira.

A emissão é considerada simples e rápida, podendo ser contratada para períodos curtos de três dias até prazos mais longos de um ano. Os valores variam entre R$ 46 e R$ 499, de acordo com a duração escolhida, sempre pagos em reais conforme a cotação vigente. Contratar antecipadamente é uma recomendação unânime, tanto para evitar atrasos e filas nas aduanas quanto para escapar de golpes envolvendo falsificação, comuns em postos improvisados de fronteira.

A Real Seguros atua como representante oficial no Brasil e orienta viajantes sobre coberturas e validade. Segundo especialistas, é importante entender que o Carta Verde tem caráter limitado, voltado apenas a terceiros. Planejar cada etapa da viagem, incluindo seguro da moto, assistência médica e eventuais imprevistos, torna-se essencial para que o único detalhe a preocupar seja a rota escolhida e o destino final.

Fonte: Gov, Portoseguro e G1.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.