Fabricantes mudam recomendação e orientam troca preventiva de óleo de câmbio automático no Brasil
Durante anos, a orientação de diversas montadoras para proprietários de carros com câmbio automático era simples: verificar o nível do óleo periodicamente, mas sem necessidade de troca. Essa diretriz, adotada amplamente em veículos compactos e médios vendidos no Brasil, mudou com o passar do tempo e o aumento da quilometragem acumulada pelos modelos equipados com esse tipo de transmissão.
Pontos Principais:
- Fabricantes agora recomendam a troca preventiva do óleo de câmbio automático.
- Intervalo sugerido é de 60 mil km; mecânicos indicam 50 mil km.
- Óleo lubrifica, refrigera e evita desgaste precoce de componentes internos.
- Fluido de arrefecimento também influencia na temperatura da transmissão.
Hoje, praticamente todas as marcas reconhecidas no mercado nacional já atualizaram suas recomendações. A troca preventiva do óleo do câmbio, antes vista como desnecessária, passou a ser incluída no manual do proprietário. Fabricantes como Chevrolet, Hyundai, Volkswagen, Jeep, Fiat, Honda, Toyota e Nissan agora indicam que o fluido deve ser substituído de acordo com intervalos específicos, alinhando-se a práticas já comuns em outros mercados.

Entre os sistemas mais utilizados no país estão o câmbio automático Aisin de seis marchas, o ZF de oito marchas — muito presente em veículos a diesel — e o câmbio CVT, empregado por diversas marcas, incluindo a linha Fiat/Peugeot/Citroën e fabricantes japoneses. Todos eles dependem de um óleo em boas condições para garantir desempenho e longevidade dos componentes internos.
A função do fluido vai além da lubrificação de engrenagens e rolamentos. Ele atua também no controle de temperatura, evitando o superaquecimento do conjunto. O câmbio opera, em média, entre 80 e 90 graus, e variações acima dessa faixa podem comprometer peças sensíveis. Por isso, mecânicos experientes recomendam a troca preventiva, mesmo antes dos prazos indicados, muitas vezes reduzindo o intervalo para 50 mil quilômetros.
Profissionais como Ícaro Simões, da oficina Casalub em São Paulo, destacam que a negligência na substituição leva à perda de viscosidade do óleo, aumento de atrito e desgaste prematuro. O resultado pode ser desde falhas de funcionamento até a necessidade de reparos complexos e caros.
Outro ponto importante mencionado por especialistas é o papel do fluido de arrefecimento, que em alguns modelos também auxilia na refrigeração da transmissão. A recomendação é que esse fluido seja substituído anualmente, contribuindo para que motor e câmbio operem em temperatura estável. Essa prática preventiva reduz riscos e mantém o desempenho do veículo.
Em caso de dúvidas, oficinas indicam a retirada e análise do fluido, procedimento conhecido como “sangrar” o óleo, substituindo-o por um novo conforme as especificações da montadora. Essa atenção extra pode prolongar a vida útil da transmissão e evitar custos elevados com manutenção corretiva.
Fonte: CNN, QuatroRodas e R7.


































