A Argentina vai zerar o imposto de exportação de veículos a partir de julho de 2026, em uma medida com impacto direto sobre modelos produzidos no país vizinho e vendidos no Brasil, como Ford Ranger, Volkswagen Amarok, Toyota Hilux, Fiat Cronos, Fiat Titano, Peugeot 208, Peugeot 2008 e Ram Dakota.
A alíquota, hoje em 4,5%, será retirada de forma gradual até julho de 2027, com queda mensal de 0,375 ponto percentual, segundo Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria.
A decisão reduz o custo de exportação para montadoras instaladas na Argentina, mas ainda não há confirmação de queda nos preços ao consumidor brasileiro, porque o repasse depende de cada fabricante e da estratégia comercial adotada no varejo.
O efeito pode ser mais visível nas picapes, segmento em que os preços são altos e qualquer redução de custo tem peso maior na negociação, especialmente em modelos como Ranger, Amarok, Hilux, Titano e Dakota.
Segundo o G1, Cássio Pagliarin, da Bright Consulting, avalia que pode haver reflexo no mercado brasileiro, principalmente nas picapes, mas ainda não é possível saber se o corte será repassado em tabela, desconto de loja, bônus de fábrica ou margem para as montadoras.
Além das picapes, a medida alcança veículos de passeio e comerciais leves feitos na Argentina, como Fiat Cronos, Peugeot 208, Peugeot 2008, Toyota SW4 e Hiace.
A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina comemorou o anúncio e afirmou que o cronograma até 2027 dá previsibilidade para produção, exportações e investimentos.
O governo argentino vende a medida como estímulo à competitividade industrial, enquanto as montadoras ainda não informaram se vão reduzir preços no Brasil.
“A notícia não é que o carro argentino vai ficar barato amanhã, é que a montadora terá um custo menor para trazer esses modelos ao Brasil; o comprador só vai sentir diferença se esse corte virar desconto real na loja, especialmente nas picapes, onde 4,5% pesa bastante.”– Opinião do Autor