Caoa Changan inicia produção de três SUVs no Brasil e amplia fábrica em Goiás

Nova marca fruto da união da Caoa com a chinesa Changan estreia em 2026 com três SUVs nacionais. Produção será em Goiás, após ampliação da capacidade da fábrica para 160 mil carros por ano.
Publicado por em Negócios dia

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A aliança entre a brasileira Caoa e a chinesa Changan está prestes a colocar três novos SUVs nas ruas do país, todos fabricados em território nacional. O início das vendas está previsto para o segundo trimestre de 2026, mas a primeira aparição ao público ocorrerá alguns meses antes, no Salão do Automóvel, em novembro.

Pontos Principais:

  • Caoa Changan estreia no Brasil em 2026 com três SUVs nacionais.
  • Produção será na fábrica de Anápolis (GO), em expansão.
  • Capacidade produtiva passará de 80 mil para 160 mil unidades.
  • Investimento de R$ 3 bilhões moderniza e adapta a planta.

A ofensiva começa com os modelos Uni-T e CS75, ambos de porte médio e equipados com motores a combustão, e o Avatr 11, um SUV elétrico de grande porte voltado ao segmento premium. Este último chega para enfrentar concorrentes de peso como Audi, BMW e Zeekr, apostando em tecnologia e sofisticação.

Nova marca fruto da união da Caoa com a chinesa Changan estreia no Brasil em 2026 com três SUVs fabricados localmente. A apresentação será no Salão do Automóvel.
Nova marca fruto da união da Caoa com a chinesa Changan estreia no Brasil em 2026 com três SUVs fabricados localmente. A apresentação será no Salão do Automóvel.

Originalmente, o plano previa importar os carros ainda em 2025. A estratégia foi revista para que a estreia já ocorresse com montagem local, aproveitando a fábrica de Anápolis (GO). A unidade havia encerrado recentemente a produção dos veículos Hyundai e passou por adaptações para receber a nova linha da Changan.

Durante abril e maio, a planta goiana entrou em férias coletivas para receber melhorias estruturais. Essa parada fez parte de um investimento anunciado em 2023, avaliado em R$ 3 bilhões, que inclui a modernização completa das instalações e a substituição de toda a identidade visual anterior.

Com as obras, a capacidade anual passará de 80 mil para 160 mil veículos, abrindo espaço para abastecer simultaneamente o mercado da Caoa Changan e da Caoa Chery. Em 2024, mesmo em fase de transição, a fábrica produziu 62 mil unidades, enquanto as vendas totais da Caoa Chery — incluindo importados — giraram em torno de 60 mil carros.

Entre os modelos confirmados, o CS75 Plus será montado na mesma linha que atualmente fabrica a série Tiggo, demonstrando a integração operacional entre as marcas. A meta é aproveitar a sinergia sem sobrecarregar a capacidade produtiva.

A Caoa mantém cautela nas declarações e não confirma datas ou estratégias, mas as movimentações na fábrica e a retirada de logotipos antigos indicam que a operação da Caoa Changan no Brasil já está em contagem regressiva.

Fonte: Terra e AutoEsporte.

Alan Corrêa
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.