GWM, BYD e GAC investem R$ 22 bilhões no Brasil
Nas próximas semanas, os primeiros veículos produzidos por montadoras chinesas no Brasil vão deixar as linhas de produção, marcando um novo capítulo na indústria automotiva nacional. A GWM inicia as operações em Iracemápolis (SP), ocupando a antiga fábrica da Mercedes-Benz, desativada em 2020. A capacidade original de 20 mil unidades anuais já foi ampliada para 50 mil, refletindo o apetite do grupo pelo mercado latino-americano.
Pontos Principais:
- Montadoras chinesas investem R$ 22 bilhões no Brasil.
- Mais de 20 mil empregos diretos e indiretos previstos.
- Brasil pode servir como ponte para exportações à Europa.
- Concorrência pressiona montadoras tradicionais a inovar.
A BYD deve seguir o mesmo caminho até o fim do ano, em Camaçari (BA), no complexo que antes pertencia à Ford. A estratégia das duas empresas vai além da produção local: parte significativa do planejamento inclui usar o Brasil como base para exportações a países da América Latina e, eventualmente, à União Europeia, caso o acordo com o Mercosul seja concluído.

No caso da GWM, a operação brasileira já é tratada como a mais importante do grupo. Além do abastecimento de mercados vizinhos, a empresa vê a possibilidade de ganhar espaço na Europa, onde sua presença ainda é tímida, restrita a alguns países como Alemanha e Reino Unido. A BYD, por sua vez, mantém fábricas em construção na Hungria e na Turquia, mas reconhece que a competitividade brasileira pode abrir caminho para embarques ao continente.
A União Europeia, no entanto, mantém barreiras tarifárias contra veículos chineses, receosa do impacto da alta produção asiática sobre suas montadoras. Nesse cenário, o Brasil poderia funcionar como porta de entrada privilegiada, desde que enquadrado nas regras do acordo Mercosul-UE, permitindo condições comerciais mais favoráveis.
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Somados, os aportes de BYD, GWM e GAC ultrapassam R$ 22 bilhões, com a promessa de gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. A GAC, recém-chegada, iniciou a venda de modelos importados no mês passado e planeja iniciar produção local até 2026. O Brasil é visto pelas chinesas como um mercado desafiador, mas estratégico: quem se consolida aqui, argumentam, pode competir em qualquer lugar do mundo.
A chegada de novas fabricantes provoca reação nas montadoras tradicionais. Até julho, as vendas de veículos chineses somaram mais de 88 mil unidades, um salto de 41% sobre o mesmo período do ano anterior. A Anfavea defende igualdade tributária para evitar desequilíbrios competitivos, ao mesmo tempo em que reconhece que a maior concorrência pode beneficiar o consumidor com preços mais ajustados.
Especialistas avaliam que a pressão competitiva deve acelerar o desenvolvimento tecnológico no setor. Consultorias alertam que empresas que não investirem em inovação correm risco de perder relevância no mercado brasileiro. As montadoras chinesas, por outro lado, reforçam que políticas públicas voltadas a novas tecnologias são essenciais para transformar o país em plataforma de exportação para mercados maduros.
Pontos Principais:
- Montadoras chinesas investem R$ 22 bilhões no Brasil.
- Mais de 20 mil empregos diretos e indiretos previstos.
- Brasil pode servir como ponte para exportações à Europa.
- Concorrência pressiona montadoras tradicionais a inovar.
Fonte: Cbn, AutoEsporte e UOL.


































