O mercado brasileiro de motocicletas vive um momento de expansão acelerada. Até julho de 2025, foram emplacadas 1.222.463 motos zero quilômetro no país, segundo dados da Fenabrave. A marca representa um crescimento expressivo de 12,1% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando o segmento como protagonista absoluto no cenário automotivo nacional.
Com esse volume, as motocicletas já representam mais de 40% de todos os veículos emplacados no Brasil em 2025. A principal responsável por essa trajetória de alta contínua é a combinação entre praticidade, economia e adaptação às necessidades urbanas. A alta adesão de serviços de entrega com motocicletas também é apontada por especialistas como um dos pilares desse crescimento sustentado.
A liderança do ranking é dominada pela Honda, que mantém a CG 160 no topo desde 1976. Somente em julho, foram 43.230 unidades vendidas desse modelo, mais do que o dobro da segunda colocada, a Honda Biz, com 22.470 emplacamentos. Além da tradição, a marca continua apresentando forte presença em diversos segmentos — da cub até as scooters e aventureiras.
Entre as 10 motos mais vendidas até julho de 2025, oito são da Honda. A grande surpresa, porém, está na quinta posição: a Mottu Sport 110i. Voltada para o público de entregadores, a moto da startup brasileira focada em mobilidade urbana já soma 52.901 unidades, superando nomes tradicionais do mercado. A Mottu ocupa 4,33% de participação entre as marcas, desafiando gigantes com décadas de atuação.
O volume de vendas em julho confirma o ritmo do setor: foram 193.165 emplacamentos, 7,7% acima de junho. Mesmo em um mercado competitivo, o domínio da Honda é evidente: sua participação de mercado é de 67,42%, seguida de longe pela Yamaha, com 14,23%. Shineray e Mottu vêm em seguida, ampliando a diversidade entre os players.
Apesar da força dos modelos a combustão, as motos elétricas ainda enfrentam resistência no país. Foram apenas 5.864 unidades vendidas de janeiro a julho de 2025. Ainda assim, o número representa um avanço de 38% frente ao mesmo período do ano anterior. Especialistas apontam infraestrutura e custo como as principais barreiras à adoção mais ampla.
Para 2025, a previsão da Fenabrave é otimista: o setor deve superar a marca de 2 milhões de motocicletas vendidas, impulsionado não só pela demanda crescente, mas pela consolidação de novos hábitos urbanos. Com a estabilidade econômica e o avanço de modelos mais acessíveis, o Brasil pode atingir um novo recorde histórico em volume de emplacamentos.
Fonte: G1.