Toyota acerta e força rivais a mudarem de rota, VW e Stellantis adotam híbridos HEV no Brasil
Por anos, a Toyota foi vista como resistente à eletrificação total. Enquanto Volkswagen e Stellantis aceleravam investimentos em carros elétricos e plug-in, a marca japonesa insistia nos híbridos plenos, conhecidos como HEV. Agora, o cenário global se inverte, e o mercado reconhece a eficiência dessa escolha.
Pontos Principais:
- Toyota consolida o híbrido pleno HEV como solução eficiente e acessível.
- Volkswagen lançará SUVs híbridos flex no Brasil a partir de 2026.
- Stellantis adota o sistema HEV em modelos Jeep e Peugeot para reduzir emissões.
- O HEV ganha espaço global como alternativa viável aos elétricos e PHEVs.
Os altos custos de produção dos elétricos e a complexidade dos sistemas plug-in levaram montadoras europeias a rever estratégias. A Stellantis, dona de marcas como Jeep e Peugeot, e a Volkswagen anunciam ofensivas de modelos híbridos, inclusive para o mercado brasileiro a partir de 2026.

O híbrido pleno (HEV) se destaca por unir simplicidade mecânica e eficiência. Ele combina um motor a combustão, geralmente de ciclo Atkinson, com um motor elétrico que trabalha em sincronia. A energia é regenerada nas frenagens, dispensando recarga externa. O resultado é consumo até 40% menor e emissões reduzidas, sem a ansiedade de autonomia que afeta os elétricos puros.
Na Volkswagen, o T-Roc 2026 estreia o novo conjunto 1.5 eTSI Evo2 híbrido. O sistema entrega até 170 cv e 31,8 kgfm, com funcionamento totalmente integrado. A bateria de alta tensão sob o banco traseiro permite pequenos trechos em modo elétrico, e o motor 1.5 TSI foi otimizado para atuar com o módulo híbrido. No Brasil, esse conjunto será flex e produzido em São Bernardo do Campo.
A Stellantis segue caminho semelhante. O Jeep Cherokee 2026 estreia um conjunto híbrido que combina o motor 1.6 THP com dois elétricos, somando 213 cv e 31,5 kgfm. O sistema eletrônico desativa a tração traseira quando desnecessária, reduzindo consumo e garantindo até 18 km/l, número inédito para um SUV médio da marca.
A Peugeot, outra marca do grupo, prepara modelos HEV baseados na mesma arquitetura. A meta é compensar a queda nas vendas de elétricos e atender às exigências de emissões sem sacrificar desempenho. Assim, o grupo passa a ver o HEV não como transição, mas como solução central para a década.
O mercado brasileiro já conta com exemplos de híbridos plenos, como Toyota Corolla e Corolla Cross, GWM Haval H6, Kia Niro e Omoda 5. A tendência mostra que a eletrificação será gradual, com o HEV ocupando o espaço deixado pelos motores a diesel.
A Toyota, com mais de 25 anos de experiência em tecnologia híbrida, colhe agora os frutos de uma visão de longo prazo. Seu novo sistema Hybrid System II, baseado em motores 2.0 Atkinson, demonstra que eletrificação e praticidade podem coexistir. Longe de estar atrasada, a marca apenas esperou o mercado reconhecer que o equilíbrio é mais sustentável que a pressa.
Fonte: Reddit e QuatroRodas.


































