A nova Volkswagen Amarok prevista para 2027 entrou em uma fase decisiva de desenvolvimento. Unidades flagradas com a carroceria final mostram que a fabricante já testa uma picape próxima da configuração de produção, com dimensões maiores, mecânica híbrida confirmada e forte ligação estrutural com a chinesa Maxus Terron 9.
As imagens publicadas pelo perfil Placa Verde revelam uma mudança profunda. A próxima geração deixará de ser uma evolução direta da Amarok atual para nascer sobre uma plataforma fornecida pelo grupo Saic, parceiro da Volkswagen na China há mais de quatro décadas.
A relação com a Terron 9 não estará escondida. A Amarok herdará o capô elevado, os pilares dianteiros retos, a coluna traseira levemente inclinada e o desenho das portas. A caçamba também aparecerá visualmente integrada à cabine, sem a separação tradicional vista nas picapes médias.
As lanternas traseiras devem manter o formato da Maxus. A identidade Volkswagen ficará concentrada principalmente na frente, onde haverá um conjunto exclusivo, com faróis divididos e uma barra horizontal iluminada atravessando toda a largura.
A estrutura será do tipo carroceria sobre chassi, dentro de uma arquitetura definida pela Saic como semi-monobloco. Dependendo da configuração, a plataforma aceita suspensão traseira por feixe de molas ou sistema independente multilink.
A nova geração deverá repetir as medidas da Terron 9, com 5,50 metros de comprimento, 2 metros de largura, 1,86 metro de altura e 3,30 metros de distância entre os eixos.
A Amarok atual mede 5,35 metros de comprimento, 1,95 metro de largura, 1,85 metro de altura e tem entre-eixos de 3,09 metros. O crescimento mais expressivo estará no espaço entre os eixos, com aumento esperado de 21 centímetros.
A Volkswagen já confirmou que a picape será híbrida, mas ainda não revelou qual conjunto mecânico será utilizado. Uma possibilidade é a adoção do motor V6 turbodiesel combinado a um sistema elétrico de 48 volts, solução apresentada pela marca no exterior.
Outra alternativa seria um conjunto híbrido a gasolina, capaz de colocar a Amarok na disputa com a BYD Shark e com a futura Ford Ranger híbrida plug-in flex. Até o momento, nenhuma dessas configurações foi confirmada para a América do Sul.
A produção continuará na fábrica de General Pacheco, na Argentina, onde a Volkswagen investirá cerca de US$ 580 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 3 bilhões na conversão apresentada. A Amarok será exclusiva do mercado sul-americano e não terá relação com a versão baseada na Ford Ranger comercializada na Europa.
Fotos: @placaverde.