O BYD Dolphin Mini vai deixar de ser apenas um pequeno elétrico de tração dianteira. A segunda geração terá motor nas rodas traseiras, 127 cv e um porta-malas sob o capô, solução já utilizada pelo Geely EX2. A mudança ocorre enquanto o modelo da BYD perde espaço para o concorrente nas vendas chinesas. No Brasil, a chegada está prevista para 2028.
Conhecido como Seagull na China, o hatch terá uma mudança importante na construção. O motor elétrico sai da dianteira e passa para o eixo traseiro, deixando espaço para bagagens onde antes ficava o conjunto de propulsão. A capacidade desse novo compartimento ainda não foi divulgada. Na imprensa chinesa, o projeto já recebe o nome de Great Seagull.
A potência também cresce. O motor dianteiro de 55 kW, equivalente a 75 cv, será substituído por uma unidade traseira de 95 kW, ou 127 cv, identificada nos registros do governo chinês pelo código TZ164XYB. O equipamento é fabricado pela Zhengzhou BYD Auto, e a velocidade máxima declarada chega a 150 km/h. A BYD ainda não apresentou números oficiais de autonomia ou capacidade da bateria.
O novo Dolphin Mini também terá suspensão traseira independente multilink, no lugar do conjunto com molas helicoidais utilizado anteriormente. Os pneus passam a medir 205/60 R16, contra larguras de 165 mm e 175 mm oferecidas no modelo chinês atual. As rodas de 16 polegadas terão quatro raios duplos. São alterações que vão muito além de trocar faróis e para-choques.
O carro cresceu e agora mede 4,205 metros de comprimento, com 2,65 metros de distância entre os eixos. O entre-eixos é exatamente igual ao do Geely EX2, embora o BYD seja 7 centímetros mais comprido. Os dois também passam a compartilhar características como tração traseira, suspensão traseira independente e compartimento dianteiro para bagagens.
Na carroceria, as maçanetas retráteis embutidas dão lugar a peças mecânicas semi-rebatidas. A traseira recebe lanternas divididas, um aerofólio grande e difusor integrado ao para-choque. Um sensor LiDAR no teto poderá equipar determinadas versões, trabalhando com o pacote DiPilot 300, conhecido como God’s Eye B, de assistência à condução de nível 2.
O interior terá volante de dois raios com base achatada, tela central flutuante e botões físicos abaixo das saídas de ar-condicionado. Também aparecem carregador de celular sem fio e dois porta-copos posicionados verticalmente. A disposição dos equipamentos representa outra mudança em relação ao Dolphin Mini vendido atualmente.
A possibilidade de receber a segunda geração da bateria Blade e o sistema de recarga rápida Flash Charging também passou a ser discutida na China após um carro ser fotografado durante uma sessão promocional. Entretanto, não existe confirmação oficial dessas tecnologias para a nova geração. A fabricante também não divulgou potência de carregamento nem o tempo necessário para recuperar a energia.
Os números de agosto mostram o tamanho da disputa. O Seagull registrou 10.103 emplacamentos na China, enquanto o Geely Xingyuan, vendido no Brasil como EX2, alcançou 39.651 registros no varejo. O modelo da Geely também somou 60.955 entregas no atacado, número que utiliza uma forma diferente de contabilização e não deve ser confundido com vendas diretas aos consumidores.
Preços e data de lançamento na China permanecem desconhecidos. O vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, confirmou a previsão de chegada da segunda geração ao Brasil por volta de 2028. A expectativa é que ela conviva inicialmente com o Dolphin Mini atual, produzido em Camaçari, na Bahia. Ainda não há confirmação de versões, preços ou equipamentos destinados ao mercado brasileiro.
Com informações do UOL e Autohome.
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