O calendário do IPVA 2026 em São Paulo já está definido e traz datas que exigem atenção imediata de quem depende do carro no dia a dia. O estado publicou no Diário Oficial os vencimentos da cota única com 3% de desconto, válida apenas em janeiro, além do parcelamento permitido entre três e cinco vezes conforme o valor do imposto. Os prazos seguem o final da placa, começando pelo final 1, no dia 12 de janeiro, e encerrando no final 0, no dia 23. Quem optar por pagar em fevereiro mantém o vencimento atrelado à placa, mas perde o desconto.
A base de cálculo continua ligada ao valor venal do veículo, usando a Tabela Fipe de setembro e outubro de 2025 multiplicada pela alíquota estadual. Em São Paulo, a estrutura permanece estável: carros flex, gasolina e elétricos pagam 4%, motos ficam em 2%, caminhões recolhem 1,5% e veículos de locadoras pagam 1%. As demais referências nacionais não se aplicam às regras locais, já que o foco aqui é exclusivamente o cenário paulista.
Em São Paulo, o calendário de caminhões segue uma lógica própria. O pagamento pode ser feito à vista até 22 de abril, sem desconto, ou parcelado em cinco vezes, sempre com vencimento no dia 20 de cada mês. Essa distinção reforça a necessidade de planejamento, já que os proprietários de veículos de carga lidam com um cronograma mais longo que o dos demais motoristas.
As isenções também impactam diretamente os proprietários no estado. A PEC 72/23 zerou o IPVA para veículos com 20 anos ou mais, tornando automática a isenção para modelos fabricados até 2006. Já no campo dos eletrificados, São Paulo manteve a alíquota cheia para elétricos, mas isentou híbridos flex e etanol com preço de até R$ 250 mil, uma política distinta de outras regiões e que se aplica exclusivamente ao contribuinte paulista.
Equipamentos de mobilidade individual seguem fora do IPVA, incluindo bicicletas elétricas, patinetes e scooters de até 1.000 watts limitadas a 32 km/h. Além do IPVA, o motorista precisa quitar o SPVAT, seguro obrigatório que voltou a vigorar, e o licenciamento anual, que em São Paulo custa R$ 160 e vence entre julho e dezembro conforme o final da placa.
Todo esse conjunto explica por que o início do ano concentra tantos compromissos financeiros. Como reforça a Agenciasp, a inadimplência impede o licenciamento e, ao circular com documento vencido, o motorista está sujeito a multa gravíssima, 7 pontos na CNH e possibilidade de remoção do veículo. A antecipação das datas e a clareza das regras são apresentadas pelo governo como forma de facilitar o planejamento, especialmente para frotas e caminhões que seguem calendários específicos.
A estrutura definida para 2026 reforça que São Paulo mantém o sistema mais detalhado do país, com categorias próprias, regras distintas para caminhões e critérios específicos para isenções de eletrificados. A retirada da cobrança para carros com 20 anos ou mais reduz significativamente o custo de manutenção de modelos antigos, algo que antes oscilava conforme decisões estaduais. Para quem depende do carro no uso cotidiano, entender as datas e condições específicas do estado evita multas e assegura o licenciamento sem surpresas.