Governo lança livro gratuito sobre IA na editoração científica e alerta para riscos e governança
Livro do Ibict revela como a inteligência artificial já impacta a editoração científica
A inteligência artificial já está presente em todas as etapas da editoração científica, da escrita à publicação, e exige regras claras, supervisão humana e controle rigoroso para garantir integridade acadêmica.
O alerta está no livro Inteligência Artificial na editoração científica em Ciência Aberta: riscos, integridade científica e governança editorial, lançado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e disponível para download gratuito.
Quais etapas da editoração já são impactadas pela IA?
A obra mostra que a automação já interfere diretamente em processos centrais da produção científica. Isso inclui submissão de artigos, avaliação por pares, edição de texto, curadoria de metadados, normalização e até a publicação final.
Esse avanço não é apenas técnico. Ele muda critérios de decisão, redefine responsabilidades e levanta questionamentos sobre transparência, rastreabilidade e confiabilidade dos resultados publicados.
Por que a governança humana é considerada essencial?
Mesmo com a automação crescente, o livro é direto ao afirmar que decisões editoriais precisam continuar sendo humanas, justificadas e documentadas.
A proposta central não é rejeitar a inteligência artificial, mas estabelecer critérios claros para seu uso. Isso envolve políticas editoriais consistentes, controle institucional e responsabilidade sobre cada etapa do processo científico.
Quais riscos a IA traz para a ciência aberta?
A publicação detalha riscos concretos que já fazem parte da rotina editorial. Entre eles estão problemas relacionados à integridade científica, falta de transparência nos processos automatizados, dificuldade de rastrear decisões e riscos à proteção de dados.
Além disso, a obra aponta que o uso indiscriminado de IA pode comprometer a credibilidade do registro científico se não houver supervisão adequada e regras bem definidas.
Quem produziu o estudo e qual o foco da análise?
O livro foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar do Ibict, formada por Bernardo Dionízio Vechi, Milton Shintaku, Maria Aniolly Queiroz Maia e Rosilene Paiva Marinho de Sousa.
A análise reúne literatura recente, documentos institucionais e problemas reais enfrentados por periódicos científicos, oferecendo base prática para editoras, pesquisadores, bibliotecários e gestores.
O que o livro propõe como solução?
A obra propõe diretrizes aplicáveis para o uso responsável da inteligência artificial na editoração científica. O foco está em equilibrar inovação tecnológica com integridade, transparência e compromisso público com a ciência.
Mais do que acompanhar a evolução tecnológica, o livro defende a construção de políticas editoriais capazes de garantir credibilidade, responsabilidade institucional e controle humano sobre decisões críticas.














