SUV médio por preço de Onix? O segredo por trás do Caoa Chery Tiggo 7 2019 usado
Pontos Principais:
- Perfil urbano intenso define desgaste e histórico do Tiggo 7 2019.
- Câmbio DCT é o fator decisivo entre boa compra e alto prejuízo.
- Test drive completo vale mais que baixa quilometragem.
- Custos fixos incluem IPVA, seguro e revisões periódicas.
- Preço aproximado: R$ 90 mil
Ele existe para quem quer espaço, conforto e aparência de SUV médio sem pagar o preço de um zero-quilômetro. E essa função prática explica quase tudo sobre como o Chery Tiggo 7 1.5 turbo 2019 costuma ter sido usado no Brasil e o que realmente importa ao avaliar um exemplar usado.
Quando a Chery lançou o Tiggo 7 por aqui, a promessa era clara: entregar porte, tecnologia e equipamentos de categorias acima por um valor mais acessível. Na prática, ele virou carro de família, de deslocamento diário, de viagens em estrada e, principalmente, de uso urbano intenso. Isso molda o histórico da maioria dos exemplares à venda hoje. Não é um SUV de fim de semana, nem um carro de trilha, é um veículo que passou horas em trânsito pesado, subidas de garagem, manobras apertadas e calor constante. Entender esse contexto muda completamente a forma de olhar o carro antes da compra.
O preço chama atenção, mas não conta a história inteira

No mercado de usados, o Tiggo 7 2019 chama atenção pelo preço. Ver um SUV médio com motor turbo, câmbio automático, bom pacote de conforto e visual ainda atual por algo em torno de R$ 79 mil a R$ 89 mil desperta interesse imediato. Esse valor abaixo de rivais diretos é o que atrai o comprador, mas também é o que exige mais critério. Ele não está barato por acaso, ele está posicionado assim porque ainda carrega desconfiança de parte do mercado e porque o custo de um erro pode ser alto.
Nem todo Tiggo 7 é igual, e isso confunde muita gente
Antes de qualquer coisa, é essencial entender exatamente qual Tiggo 7 está sendo avaliado. O modelo 2019 usa motor 1.5 turbo flex, com até 150 cv, acoplado a um câmbio DCT de 6 marchas. Esse detalhe não é técnico demais, ele é central. Existem Tiggo 7 mais novos com outro tipo de transmissão, outra calibração e outro histórico. Misturar problemas, relatos e avaliações entre eles é um dos erros mais comuns de quem pesquisa rápido demais.
O ponto sensível que define a compra ou a desistência

A conversa sobre esse carro inevitavelmente passa pelo câmbio. Não porque todo Tiggo 7 dê problema, mas porque há volume suficiente de relatos para que o assunto seja tratado com seriedade. O ponto aqui não é criar medo, é criar método. Comprar esse carro usado sem um test drive bem feito é como comprar um apartamento sem abrir as torneiras. É preciso dirigir com calma, repetir situações, insistir em manobras. O câmbio precisa ser testado com o carro frio, depois quente, em subidas, em ré prolongada, em trânsito simulado. Tranco leve ocasional não é o mesmo que trepidação constante. Demora para engatar não é igual a comportamento progressivo. Quem já dirigiu muitos carros sabe a diferença, e esse é o momento de confiar mais na sensação do que no discurso do vendedor.
Onde o carro costuma “falar” quando algo não vai bem
- Saídas suaves em subida e manobras longas em ré.
- Trânsito pesado após o carro estar totalmente aquecido.
- Engates com atraso ou vibração perceptível.
Histórico vale mais que quilometragem
O histórico pesa mais que a quilometragem. Um Tiggo 7 com mais quilômetros, mas com revisões comprovadas, ordens de serviço guardadas e uso coerente, é uma compra muito mais segura do que um carro pouco rodado, porém sem documentação clara. Falta de notas, respostas vagas sobre manutenção ou frases como “sempre foi revisado, mas não sei onde” não combinam com um carro que exige cuidado técnico. Aqui, o papel vale tanto quanto o metal.
Desempenho e comportamento no dia a dia
No uso diário, o Tiggo 7 entrega exatamente o que se espera de um SUV médio turbo dessa geração. O desempenho é correto, com aceleração de 0 a 100 km/h em 11,5 s e velocidade máxima de 190 km/h. Não é esportivo, mas não passa aperto em estrada, mesmo carregado. O motor responde bem, especialmente em retomadas, desde que esteja saudável. É um carro que convida a dirigir de forma suave, aproveitando torque e conforto, não a exigir respostas bruscas o tempo todo.
Consumo: expectativa errada vira frustração

O consumo é um tema que costuma gerar expectativas irreais. Pelos números oficiais, ele chega a 10,9 km/l na estrada com gasolina. Em testes jornalísticos, já apareceu com números melhores em condições específicas. O mais honesto é entender que se trata de um SUV médio turbo, com peso e porte compatíveis, e que o gasto de combustível acompanha esse pacote. Não é econômico como um compacto, nem beberrão como um V6 antigo. Ele ocupa exatamente o meio do caminho.
Custos fixos e o dinheiro que ninguém prevê
Quando a conversa avança para custos, é importante fugir de números mágicos. O gasto anual depende de onde o carro está, quem dirige e como é usado. Em cenários comuns, o IPVA gira em torno de R$ 3.164, o seguro pode ficar perto de R$ 3.718, e as revisões até 50.000 km somam cerca de R$ 4.561. Esses valores dão uma ordem de grandeza, não uma regra fixa. O que realmente pesa no orçamento é o risco de corretiva, e é por isso que o cuidado na compra vale mais do que qualquer negociação agressiva de preço.
Segurança e percepção de robustez
Em segurança, o Tiggo 7 construiu uma boa reputação, como revelado pela QuatroRodas. Controle de estabilidade, controle de tração, airbags, ISOFIX e assistências que não eram universais no segmento em 2019 fazem parte do pacote. Em avaliações internacionais, a família alcançou 5 estrelas no Euro NCAP, com bons índices de proteção. Isso reforça a percepção de que, estruturalmente, é um carro sólido e alinhado ao que se espera de um SUV familiar.
O que dizem donos e onde mora a divergência
As opiniões de donos ajudam a entender o desenho geral, como relatado no Reclame Aqui. Há elogios frequentes ao conforto, ao espaço interno, ao nível de equipamentos e ao visual. As críticas se concentram em consumo urbano e, principalmente, em experiências negativas com transmissão e atendimento em casos específicos. Como acontece com qualquer usado, a diferença entre amar e se arrepender costuma estar menos no modelo e mais no exemplar escolhido.
Por que a comparação com outros tipos de carro é um erro
Comparado a outras categorias, o Tiggo 7 exige uma leitura própria. Não se avalia como uma picape, onde o foco está em chassi e uso severo. Não se analisa como um elétrico, onde a bateria dita tudo. Aqui, o coração da compra é o conjunto mecânico tradicional, especialmente a transmissão, e o histórico de manutenção urbana.
Quando a melhor decisão é ir embora
Existem sinais claros de que a melhor decisão é ir embora. Trancos repetidos, trepidação evidente, comportamento pior com o carro quente, histórico confuso, recall pendente ou vendedor que minimiza problemas conhecidos. Nessas horas, insistir não é coragem, é risco. Desistir é decisão inteligente.
O que separa uma boa compra de um problema caro
Quando bem escolhido, o Chery Tiggo 7 1.5 turbo 2019 entrega exatamente o que prometeu desde novo: conforto, espaço, tecnologia e presença por um valor competitivo no mercado de usados. Mas ele não perdoa compras apressadas. É um carro que recompensa quem investiga, testa e confirma. Quem entende isso, costuma sair satisfeito. Quem ignora, aprende do jeito mais caro.


































