BYD Dolphin G estreia sistema híbrido de 28 km/l e mira o Brasil com motor flex em 2027
O BYD Dolphin G DM-i apareceu na Europa como um hatch compacto, mas sua chegada ao Brasil em 2027 tem peso maior do que o tamanho da carroceria sugere. O modelo estreia a quinta geração do sistema híbrido plug-in da marca, o DM 5.0, e foi desenvolvido para venda fora da China, já com a previsão de receber motorização flex no mercado brasileiro.
O sobrenome G vem de Genius. Na prática, o carro abre uma nova frente para a BYD: não é um Dolphin elétrico adaptado, nem apenas uma variação com tomada. É um hatch híbrido plug-in pensado para usar o motor elétrico como protagonista e deixar o motor a combustão como apoio, principalmente na geração de energia.
Como funciona o novo sistema híbrido

O sistema DM, de dual mode, prioriza a tração elétrica. Isso ajuda a reduzir a hesitação em acelerações e mantém a bateria trabalhando em faixas mais eficientes. A promessa da BYD é de até 1.040 km de autonomia combinada, número que coloca o Dolphin G em uma zona diferente da dos elétricos urbanos de acesso.
O motor 1.5 16V aspirado, comum em híbridos da marca, foi atualizado. Ele trabalha com taxa de compressão de 16:1, sistema de refrigeração duplo e bomba de óleo variável. A potência segue em 95 cv, com 12,2 kgfm de torque, mas o foco está na eficiência. O motor elétrico entrega 163 cv e 21,4 kgfm.
Nas versões de entrada, a potência combinada é de 176 cv. Com bateria maior, chega a 212 cv. Em qualquer configuração, o Dolphin G acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e alcança velocidade máxima de 180 km/h.
Baterias mudam consumo, recarga e autonomia

Na Europa, o consumidor terá duas baterias Blade. A menor tem 7,42 kWh e permite cerca de 40 km em modo elétrico pelo ciclo WLTP, com recarga AC limitada a 3,3 kW. A maior tem 18,3 kWh, eleva a autonomia elétrica para 104 km e aceita recarga AC de 6,6 kW ou DC de 39 kW.
A diferença aparece também no tempo de recarga. Uma bateria precisa de 3 horas para ir de 15% a 100%. A outra repõe de 10% a 80% em 26 minutos. O consumo combinado chega a 27,9 km/l nas versões mais leves, com bateria menor, e fica em 26,6 km/l nas configurações mais completas.
Maior que parece, mas ainda compacto

O Dolphin G cresceu para disputar espaço como carro familiar na Europa. São 4,16 m de comprimento, 2,61 m de entre-eixos, 1,82 m de largura sem espelhos e porta-malas de 425 litros. O entre-eixos se aproxima de hatches médios, mas há uma solução típica de compactos: suspensão traseira por eixo de torção.
A lista de equipamentos inclui tela central de 12,8 polegadas, integração nativa com sistema Google para mapas e assistente de voz, câmeras 360 graus, bancos e volante com aquecimento e função V2L, que permite usar a bateria para alimentar equipamentos externos.
Nas versões mais completas, há controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego, manutenção em faixa, teto panorâmico com cortina, banco do motorista com ajuste elétrico e apoio lombar, além de rodas aro 18. No Brasil, o Dolphin G deve chegar em 2027 como possível pioneiro do sistema DM 5.0 flex, enquanto o Atto 2 híbrido plug-in flex começa a ser vendido em setembro.


































